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Três anos para aproximar Cuba e os Estados Unidos

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Três anos para aproximar Cuba e os Estados Unidos

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Após meio século de isolamento de Cuba, Havana e Washington retomam relações diplomáticas e comerciais. Um processo que começou a germinar quando Raul Castro e Barack Obama trocaram um aperto de mão durante a homenagem a Nelson Mandela, na África do Sul, em dezembro de 2013.

Uma aproximação histórica que poucos acreditavam ser possível. Em duas declarações quase simultâneas, um ano depois, Barack Obama e Raul Castro anunciaram a paz entre os dois inimigos históricos.

Oito meses mais tarde – em agosto de 2015 – e em sinal de reconciliação, a bandeira americana voltou a ser hasteada em território cubano, com a reabertura oficial da embaixada dos Estados Unidos em Havana. Um dos momentos fortes da política externa de Obama, em vésperas do final do segundo mandato na Casa Branca.

Em finais de setembro de 2015, Barack Obama e Raul Castro,sorridentes, voltam a apertar as mãos num encontro à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque. Um gesto carregado de simbolismo que faz pensar que a aproximação entre Cuba e os Estados Unidos vai normalizar as relações entre os dois países e dar frutos. As famílias há muito separadas acalentam grandes esperanças:

“O facto de, após tantos anos, Cuba e os Estados Unidos terem outra vez relações é muito importante para as famílias, aqui e nos Estados Unidos”, afirma Idalia Cuellar, residente em Havana.

E é pelos laços económicos que a amizade é retomada. Os dois países assinaram, em fevereiro, um acordo bilateral para o restabelecimento das ligações aéreas entre os dois territórios. Voos regulares e um serviço postal entre a ilha e o continente norte-americano.

Em Março de 2016 foi o próprio Obama a dar o exemplo, ao aterrar no aeroporto José Marti em Havana; ao encontrar-se com Raúl Castro no Palácio da Revolução e mesmo ao passear com a família pela cidade.

Depois pronunciou um discurso histórico ao povo cubano no Gran Teatro de Havana. Um discurso onde sublinhou as vantagens da democracia e afirmou:
“Enquanto presidente do Estados Unidos, pedi ao congresso que levantasse o embargo …. Acredito que a minha visita vem demonstrar que não precisam de recear perigos vindos dos Estados Unidos”.

Para já, dos Estados Unidos vão chegar aviões para permitir a aproximação das famílias. Há já 90 voos previstos e o seu número irá aumentar até atingir uma ligação diária, no final do ano. Mas não são ainda para os turistas americanos.

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