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Apple: Tim Cook rejeita acusações da Comissão Europeia e fala em "interesses políticos"

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Apple: Tim Cook rejeita acusações da Comissão Europeia e fala em "interesses políticos"

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Com Marco Lemos, Lurdes Duro Pereira e Reuters

O presidente da gigante tecnológica norte-americana Apple diz que há interesses políticos na decisão da Comissão Europeia (CE) em exigir à empresa de Cupertino a devolução de 13 mil milhões de euros em benefícios fiscais ao Estado irlandês.

Numa entrevista ao diário irlandês Irish Independent, Cook falou em “porcaria política” e disse que a Irlanda estava a sofrer ataques da UE, que desejaria promover uma harmonização dos sistemas de impostos em todos os Estados membros.

À rádio pública irlandesa RTE, Tim Cook foi mais cuidadoso com as palavras e disse estar desiludido com a decisão de Bruxelas, falando antes em “interesses políticos”:

“É enfurecedor. É dececionante. E é claro tudo são interesses políticos sem qualquer fundamento legal,” disse Tim Cook.

O presidente da Apple insisitiu ainda na transparência da empresa e das suas filiais a nível internacional. Disse ainda que os dados relativos ao pagamento de impostos por parte da companhia nos diferentes territórios onde se encontra estão acessíveis para todos, no mundo inteiro:

“É muito fácil saber que impostos pagamos e quando os pagamos. Damos a conhecê-lo publicamente em todo o mundo e qualquer pessoa pode ter acesso a esses dados.”

Comissão Europeia: Dados não são transparentes

Mas a Comissão Europeia não tem a mesma opinião. Bruxelas estima que os impostos pagos pela Apple relativamente aos benefícios no continente não superariam os 0,005%.

Em declarações à imprensa, Margrethe Vestager, a Comissária Europeia para a Concorrência, disse que existem, na realidade, poucos dados disponíveis:

“Há realmente muito poucos dados ao alcance do público, se é que há alguns. E a nossa investigação não é relativa à Apple Corporation, mas sim às filiais de vendas e também de operações na Europa.”

Ainda assim, a Comissária para a Concorrência disse que Bruxelas atuou de acordo com os dados que conseguiu obter da Apple:

“Os números que nos fizeram tomar esta decisão são os que nos forneceu a Apple. Há também dados relativos às audiências do Congresso dos Estados Unidos em 2011.

Cook presente apelar da decisão

Tim Cook indicou entretanto que a Apple vai recorrer da decisão perante a justiça e espera que Dublin faça o mesmo. A empresa da maçã instalou-se na Irlanda há quase 40 anos. A República da Irlanda tem dos sistemas de impostos sobre sociedades mais beneficiosos para a grandes empresas em toda a União Europeia.

A Apple foi alvo de uma investigação por parte do Governo Federal norte-americano, quando representantes da empresa compareceram no Senado dos Estados Unidos em 2011.

O Governo irlandês, por seu lado, anunciou que pretende recorrer da decisão e deverá reunir com urgência esta sexta-feira depois de um primeiro encontro na quarta-feira ter finalizado sem uma tomada de posição oficial. Uma minoria de ministros expressou a vontade de um voto no parlamento sobre o rumo a seguir.

A Irlanda poderia optar por proteger a sua economia, que beneficia fortemente com a presença de grandes empresas internacionais no território. O imposto sobre sociedades é de 12,5%.

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