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Oposição venezuelana junta um milhão de pessoas em Caracas

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Oposição venezuelana junta um milhão de pessoas em Caracas

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Com Eduardo Salazar (em Caracas) e AFP

As manifestações contra Nicolás Maduro degeneraram em confrontos com a polícia venezuelana e culminaram em 60 detenções.

Caracas foi palco de manifestações de sinal contrário, a favor e contra o presidente. A marcha da oposição ocupou várias ruas da capital venezuelana e juntou, segundo os organizadores, cerca de um milhão de pessoas. Aumenta a pressão sobre a comissão eleitoral para que o referendo à continuidade de Maduro seja organizado ainda este ano. Se só acontecer depois de 17 de janeiro e em caso de derrota de Maduro, em vez de haver novas eleições, é o vice-presidente Aristóbulo Istúriz que acede ao poder.

“Estamos a lutar contra a escassez e a fome que temos neste país. A insegurança. Temos um governo ladrão, sequestrador, narcotraficante. Queremos que ele saia do país. É o que querem os venezuelanos. Queremos um país livre. Viva a Venezuela”, diz um dos manifestantes.

“Face à violência, que é o único que lhes resta, opomos a decisão do povo soberano. O que veem aqui não é outra coisa senão a mobilização da cidadania democrática. É um povo que não pode ser reduzido nem pelo medo, nem pela fome”, diz Jesús “Chuo” Torrealba, da Mesa de Unidade Democrática (MUD), principal força da oposição.

Lilián Tintori é a mulher de Leopoldo López, um dos principais opositores, atualmente na cadeia: “Hoje, dizemos ao mundo que os venezuelanos querem mudança. 94% dos venezuelanos querem uma mudança de governo e vamos conseguir”.

A vitória da oposição nas últimas eleições legislativas, que colocou os chavistas em minoria no parlamento, deu uma nova força aos opositores, que exigem a marcação de um referendo contra Nicolás Maduro.

“A marcha desta quinta-feira foi considerada uma mobilização histórica por parte dos dirigentes da oposição venezuelana, que anunciaram para o dia 7 de setembro uma marcha até à sede do Conselho Nacional Eleitoral, para que este órgão determine de uma vez por todas a data do referendo revogatório do presidente da República, Nicolás Maduro”, conclui o correspondente da euronews em Caracas, Eduardo Salazar.

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