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Clima: China e Estados Unidos ratificam Acordo de Paris

China e Estados Unidos ratificaram o acordo sobre o clima alcançado na cimeira de Paris (COP21) em dezembro.

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Clima: China e Estados Unidos ratificam Acordo de Paris

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China e Estados Unidos ratificaram o acordo sobre o clima alcançado na cimeira de Paris (COP21) em dezembro.

Uma iniciativa que é um passo importante para a promulgação do acordo.

O presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou, sábado, juntamente com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, a ratificação do Acordo, antes do inicio da Cimeira do G20 na cidade chinesa de Hangzhou.

“Em última análise, acredito que o Acordo de Paris acabará por se revelar um ponto de viragem para o nosso planeta, acredito que a história vai julgar os esforços de hoje como fundamentais. Como duas maiores economias do mundo e dois maiores países emissores, a nossa entrada neste acordo continua a dinâmica de Paris e deve dar ao resto do mundo a confiança – quer sejam países desenvolvidos ou em desenvolvimento – que o mundo se dirige para um futuro com pouco carbono,” declarou o presidente norte-americano, Barack Obama.

China e Estados Unidos, representam cerca de 38% das emissões globais de carbono, as nações do G20 são responsáveis ​​por aproximadamente 80%.

Destinado a substituir em 2020 o Protocolo de Quioto, o Acordo de Paris tem como objetivo manter o aumento da temperatura média mundial abaixo de 2 graus centígrados em relação aos níveis pré-industriais.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que participou no encontro entre os dois chefes de Estado, manifestou-se “otimista” com a entrada em vigor do Acordo até ao final do ano.

O Acordo foi formalmente assinado por 175 países em abril, em Nova Iorque, mas cada país deve a seguir, de acordo com seus termos (votação no Parlamento, decretos, etc.), ratificar o texto.

Antes da China e Estados Unidos, apenas 23 países foram até ao fim do processo;essencialmente pequenos estados insulares que se encontram entre os mais vulneráveis às alterações climáticas, mas representam apenas 1,08% das emissões globais, de acordo com a Convenção-Quadro da ONU sobre Alterações Climáticas.