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Lego investe para fazer face à procura crescente

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Lego investe para fazer face à procura crescente

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O investimento em infraestruturas e pessoal pesa nas contas da Lego.

O fabricante dinamarquês de blocos de plástico mantém o forte crescimento mas, no primeiro semestre, os lucros recuaram quase 2% face ao mesmo período do ano passado. Atingiram 3,49 mil milhões de coroas dinamarquesas, o equivalente a 469 milhões de euros.

O volume de negócios subiu 11%, para cerca de 2,1 mil milhões de euros (15,69 mil milhões de coroas dinamarquesas), o que representa uma forte queda face ao ano passado.

Graças ao filme Lego um ano antes, 2015 foi um ano recorde. O volume de negócios disparou 25%.

No mercado asiático e europeu, o crescimento mantém-se nos dois dígitos. Já na América do Norte, há uma estagnação. A Lego é vítima do próprio sucesso e não consegue fazer face à procura.

Para aumentar a produção, a empresa construiu uma nova fábrica na China, ampliou as estruturas no México e na Hungria. Isso obrigou a contratar mais 3500 funcionários. Emprega, no total, 18500 pessoas.

Para falar dos resultados da Lego, a euronews entrevistou o diretor financeiro da empresa, John Goodwin.

Anne Glemarec, euronews: Poucas companhias europeias privilegiam o investimento aos lucros. Mas a Lego contratou 3500 pessoas em todo o mundo e constrói novas fábricas na China, México e Hungria. O que pretendem?

John Goodwin, diretor financeiro da Lego: Atualmente, cerca de 80% das vendas da Lego são em países que representam apenas 20% das crianças em todo o mundo. Vemos que há inúmeras oportunidades para alcançar mais crianças a nível global. Após uma década de crescimento a dois dígitos, do ponto de vista das vendas pensamos que é o bom momento para investir, de nos prepararmos para uma nova fase de crescimento.

euronews: A China, um dos vossos mercados-alvo, está a desacelerar. Quais são as vossas perspetivas de vendas no país? Esperam um impacto negativo?

J. Goodwin: Há um enorme potencial no mercado chinês, porque há centenas de milhões de famílias que aspiram entrar no fantástico universo da Lego.

euronews. O clima empresarial deteriorou-se na Europa desde que o Reino Unido decidiu sair da União Europeia em junho. Qual será o impacto do Brexit para o negócio e para a vossa estratégia?

J. Goodwin: O mercado britânico é importante para nós tal como o livre comércio. Por isso, seguimos atentamente a situação em torno do Brexit. Queremos assegurar-nos de que os produtos Lego continuam a chegar aos consumidores britânicos. Temos de seguir a situação para nos adaptarmos às circunstâncias, à medida que houver mais certezas. É algo ao qual estamos muitos atentos.

euronews: No ano passado, o Brasil era um mercado emblemático da Lego. A crise económica e política afetou as vendas no país?

J. John Goodwin: Alguns negócios americanos foram afetados pela recessão económica dos últimos 12 a 18 meses. Por essa razão, o crescimento é fraco nesses mercados. Mas como já mencionei, estamos num mercado a longo prazo. Vamos continuar a ver quais são as oportunidades para desenvolver a marca Lego e espero que essas economias ultrapassem as atuais dificuldades e haja um relançamento dos negócios.

euronews: 2015 foi o melhor ano de sempre da Lego, mas a Mattel continua a ser o maior fabricante mundial de brinquedos. A Lego é número dois. Quando pensam superar a Mattel?

J. Goodwin: Penso que o mais importante é conquistar mais crianças em todo o mundo para o mundo Lego. É a nossa única prioridade. Se acabamos ou não por ser o número um mundial é secundário e mesmo irrelevante tendo em conta a nossa estratégia. No final, o mais importante para nós é chegar ao maior número possível de crianças.

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