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Hungria: Humor contra cartazes anti-imigração

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De  Euronews
Hungria: Humor contra cartazes anti-imigração

<p>“Aceita que a União Europeia ordene que cidadãos estrangeiros sejam colocados na Hungria sem a aprovação da Assembleia Nacional?” – É essa a pergunta a que os húngaros vão responder no referendo marcado para o dia dois de outubro. Uma consulta cujo resultado pode ser uma provocação à Comissão Europeia e ao projeto de diretiva sobre a repartição de migrantes.</p> <p>O governo de Viktor Orbán promoveu a consulta e apoia o “não”, mesmo se o resultado não vai ter qualquer influência na política europeia: “O referendo não vai ter um efeito legislativo direto, mas o parlamento, de acordo com a vontade do governo, vai ter de legislar sobre esta matéria”, explica o porta-voz do governo de Budapeste, Zoltán Kovács.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="en"><p lang="en" dir="ltr">Posters from Hungary's upcoming refugee quota referendum – in true Orban style <a href="https://t.co/P4dgZlEguJ">https://t.co/P4dgZlEguJ</a></p>— Una Hajdari (@UnaHajdari) <a href="https://twitter.com/UnaHajdari/status/759334946188165120">July 30, 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>A propaganda do governo está apoiada em cartazes que, para muitos, roçam a xenofobia, todos a começar com as palavras “Sabia que…”. Por exemplo, “Sabia que os atentados de Paris foram provocados por migrantes?”. O auto-denominado <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Hungarian_Two-tailed_Dog_Party">Partido do Cão de Duas Caudas</a> respondeu com vários cartazes satíricos, com frases semelhantes. Um deles diz “Sabia que mais de um milhão de húngaros quer viver na Europa?”.</p> <p>Gergő Kovács é líder deste partido: “É importante mostrar isto fora da Hungria, porque o país tem uma péssima reputação hoje em dia. Devemos mostrar que o país e o governo não são a mesma coisa. Que a Hungria está cheia de gente simpática, amigável e normal. Mesmo se o governo não mostra essa face”, diz.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="en"><p lang="en" dir="ltr">First of the Hungary gvt referendum parody posters spotted (see prev tweet) <a href="https://t.co/JOqw8A440z">pic.twitter.com/JOqw8A440z</a></p>— Peter Murphy (@MurphyPeterN) <a href="https://twitter.com/MurphyPeterN/status/772113334665637888">September 3, 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>A secção húngara da Amnistia Internacional está a aproveitar o referendo para dar alguns factos e pormenores sobre a migração e sobre a própria consulta. A <span class="caps">ONG</span> diz que é um assunto que ultrapassa as fronteiras do debate político: “É importante, por exemplo, deixar claro que não se trata de colocações forçadas, mas da mutação de pedidos de asilo para a Hungria. É importante deixar isso claro. Devemos também esclarecer que o sistema de quotas que estamos supostamente a votar não existe”, diz Orsolya Jeney, diretora da secção húngara da AI.</p> <p>Apesar desta campanha, a Amnistia Internacional não tem uma posição clara no referendo. Tal como o partido do governo, o Fidesz, também o partido de extrema-direita Jobbik apela ao voto no “não”. Quanto à esquerda, alguns partidos defendem o “sim” e outros apelam à abstenção dos eleitores.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="en"><p lang="en" dir="ltr">Austria to go to court if <a href="https://twitter.com/hashtag/Hungary?src=hash">#Hungary</a> refuses to take migrants back <a href="https://t.co/cu7hRdyfba">https://t.co/cu7hRdyfba</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/refugeecrisis?src=hash">#refugeecrisis</a> <a href="https://t.co/BTOneb6iMK">pic.twitter.com/BTOneb6iMK</a></p>— TR_Foundation News (@AlertNet) <a href="https://twitter.com/AlertNet/status/773428686993391619">September 7, 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>