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Mobiliário falso no Palácio de Versalhes?

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Mobiliário falso no Palácio de Versalhes?

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Um escândalo está a envolver o Palácio de Versalhes. Dois homens suspeitos de vender mobiliário falso ao castelo real foram detidos.

No total, o estado francês pagou 2,7 milhões de euros por essas alegadas cópias.

O acordo foi organizado pelo especialista francês Bill Pallot, que também acabou detido.

As falsificações foram feitas por um carpinteiro especialista em móveis antigos em Paris.

A autenticidade dos móveis foi questionada por vários negociantes de arte franceses, incluindo Charles Hooreman, especialista de arte em cadeiras do séc. XVIII.

“Bill Pallot encomendava este mobiliário falso e depois procurava vendê-lo às grandes casas de antiguidades em Paris, através de leilões ou de vendas diretas”, diz Didier Rykner, da La Tribune de L’Art.

O Palácio de Versalhes é um dos clientes mais importantes do mercado mobiliário antigo. A aquisição destas peças é vista como um escândalo.

“Que Versalhes tenha adquirido quatro lotes falsos é embaraçoso, mas expor estas obras e gastar dinheiro na restauração de móveis que se acredita serem falsos é um escândalo”, acrescenta Didier.

As investigações a cargo do departamento central de luta contra o tráfico de bens culturais prosseguem.
Este fim de semana decorre a Bienal dos Antiquários de Paris, no Grand Palais, e há quem tema que o problema venha a fazer sombra a uma das maiores feiras de antiguidades.

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