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Variante asiática do Zika está a espalhar-se

Na lista de países suspeitos de transmissão endémica ou local do vírus estão as Filipinas, a Tailândia, a Indonésia e o Vietname.

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Variante asiática do Zika está a espalhar-se

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O primeiro caso confirmado em Singapura, em agosto, foi o primeiro na Ásia de transmissão local do vírus Zika. Não se trata de uma pessoa infetada vinda do estrangeiro, mas de uma infeção causada pela picada de um mosquito local. Tal como noutras áreas, trata-se da fêmea do mosquito Aedes Aegipti.

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"A necessidade de sustentar a pesquisa global continua a ser urgente e diz respeito a todo o mundo."

David Heymann Presidente do Comité de Emergência da OMS

Este pequeno território tem um sistema de saúde muito avançado, que permite detetar precocemente as epidemias, ao contrário do que acontece noutros países da região.

A 31 de agosto, Singapura tornou-se no 58º país a ter o vírus ativo, segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) teme, sobretudo, que a propagação da epidemia seja subestimada por outros países do sudeste asiático ou que a despistagem seja menos eficaz. Na lista de países suspeitos de transmissão endémica ou local do vírus estão as Filipinas, a Tailândia, a Indonésia e o Vietname.

A variante asiática do vírus do Zika foi encontrada pela primeira vez no ano passado na América Latina. No continente americano, só o Chile, o Uruguai e o Canadá foram poupados, por enquanto. Em África, Cabo Verde é, por enquanto, o único país onde esta variante foi encontrada. Em 2007 foi descoberta nas ilhas do Pacífico, onde está ativa em oito países ou territórios.

Depois de ter decretado esta epidemia uma emergência de saúde pública a nível internacional, em fevereiro deste ano, a OMS tem assistido à propagação desta nova variante do vírus: “Mesmo se conhecemos mais sobre o Zika depois dos sete primeiros meses, a necessidade de sustentar a pesquisa global continua a ser urgente e diz respeito a todo o mundo. O Zika está a propagar-se e continua a haver surtos um pouco por todo o mundo”, diz David Heymann, presidente do Comité de Emergência da OMS.

A OMS reviu em alta o período de risco de contágio por via sexual e recomenda que durante seis meses depois de visitar um país afetado se use preservativo ou não haja atividade sexual, mesmo sem haver sintomas.

As consequências mais graves verificam-se nos bebés de mães infetadas, com graves malformações no cérebro – microcefalia e problemas de surdez.