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EUA e Rússia ultimam acordo de cooperação no conflto da Síria

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EUA e Rússia ultimam acordo de cooperação no conflto da Síria

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O secretário de Estado norte-americano e o homólogo da diplomacia da Rússia voltaram a reunir-se frente-a-frente, esta sexta-feira, em Genebra, na Suíça, para tentar acertar a base de uma cooperação em torno do conflito na Síria. O responsável das Nações Unidos pela pasta do conflito sírio está a torcer pelo sucesso desta nova ronda negocial.

Seguindo as instruções dos respetivos presidentes, John Kerry e Sergei Lavrov dão, assim, continuidade à breve conversação do início da semana, em Hangzhou, na China, à margem da cimeira do G20, e prolongada quarta-feira ao telefone, nas quais o Ministério russo dos Negócios Estrangeiros revela estarem a ser tratados “os restantes detalhes do acordo para se estabelecer uma cooperação Rússia-Estados Unidos na luta contra os grupos terroristas a operar na Síria.”

O enviado especial da ONU para o conflito sírio revelou, entretanto, ter estado também ele reunido com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia. Aos jornalistas, Staffan de Mistura pouco revelou desse encontro realizado quinta-feira à noite com Sergei Lavrov, sublinhando apenas que “a prioridade” é que Rússia e Estados Unidos cheguem a uma posição comum sobre a Síria.

“Se eles tiverem êxito — e a ONU tem estado envolvida de forma ativa no apoio a estas negociações — as conclusões conseguidas podem fazer uma enorme diferença e ter um grande impacto também no relançamento da cessação de hostilidades, o que a acontecer pode ajudar igualmente o acesso da ajuda humanitária”, especificou Staffan de Mistura.

Uma carta enviada há uma semana pelo enviado especial dos Estados Unidos à Síria, Michael Ratney, aos “representativos das Fações da Oposição Revolucionária na Síria”, traduzida e agora divulgada pela página de internet Al-Monitor, revelou os alegados objetivos do acordo que estará a ser negociado em Genebra entre Washington e Moscovo.

Na missiva lê-se que as negociações terão sido “muito difíceis”, mas que o acordo estaria “quase alcançado” e que seria “anunciado em breve”. “Acreditamos que este acordo — se aplicado de boa-fé — poderá restabelecer as tréguas e parar com os ataques aleatórios do regime russo sobre civis e a oposição, acrescenta uma redução significativa da violência na Síria e abre caminho para o relançamento de um processo político credível”, escreveu Ratney.

De um modo geral, Estados Unidos e a Rússia mantêm pontos de vista diferentes sobre o conflito na Síria. Em especial, no que toca à liderança do país. Washington defende a deposição de Bashar al-Assad e uma mudança política no país. Moscovo defende a continuidade do presidente sírio e mantém uma aliança militar com as forças do regime a combater alegados grupos terroristas no país, onde se incluem milícias da oposição a Assad.

O conflito, entretanto, já dura há mais de cinco anos e o balanço de vítimas já ultrapassa os 290 mil mortos, tendo provocado também milhões de refugiados.

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