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Islão: 2 milhões de peregrinos esperados no Monte Arafat

O dia de Arafat é considerado o mais importante do "hajj" - a peregrinação a Meca. Este ano, ao todo, peregrinos de 164 países fizeram a viagem. Ausentes: os iranianos

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Islão: 2 milhões de peregrinos esperados no Monte Arafat

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Cerca de dois milhões de peregrinos são esperados, este domingo, no Monte Arafat, 20 km a leste da Meca.

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"Quero rezar pelo Iémen e pela Síria e pelo Iraque e por todos os povos muçulmanos oprimidos e que Deus faça triunfar o islão e os muçulmanos"

Mahdi Al Ahdal Peregrino iemenita

O dia de Arafat – o nono do mês de Dhu al-Hijah – é considerado o mais importante do “hajj” – a peregrinação a Meca.

Segundo a tradição, foi aqui, na “montanha da piedade”, que o profeta proferiu o “sermão de adeus”, no qual apelou à igualdade e à unidade dos muçulmanos.

Um apelo repetido pelos peregrinos atuais, como o iemenita Mahdi Al Ahdal: “Quero rezar pelo Iémen e pela Síria e pelo Iraque e por todos os povos muçulmanos oprimidos e que Deus faça triunfar o islão e os muçulmanos. O ‘hajj’ é um ritual islâmico e um dos cinco pilares do islão”.

A peregrinação deve ser realizada, pelo menos, uma vez na vida pelos muçulmanos adultos que tenham saúde e posses para realizar a viagem.

Este ano, ao todo, peregrinos de 164 países fizeram a viagem. Ausentes: os iranianos.

O ano passado, e segundo os mais recentes números, entre as 2426 pessoas que morreram espezinhadas, 646 eram iranianas.

Este ano, Teerão e Riade não chegaram a acordo sobre as medidas de segurança – apesar dos 100.000 militares destacados para as cerimónias.

O facto de as autoridades religiosas da Arábia Saudita terem declarado, recentemente, que os líderes iranianos não eram muçulmanos veio envenenar ainda mais as relações entre os dois países.