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Luxemburgo sugere expulsão da Hungria da União Europeia

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Luxemburgo sugere expulsão da Hungria da União Europeia

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A três dias de uma cimeira sobre o futuro da União Europeia (UE), o chefe da diplomacia do Luxemburgo defendeu a suspensão, ou mesmo expulsão, da Hungria.

Aqueles que, como a Hungria, constroem muros contra os refugiados da guerra (...) deveriam ser temporariamente, ou até mesmo definitivamente, excluídos da União Europeia

Jean Asselborn disse ao jornal alemão Die Welt que “não podemos aceitar que os valores essenciais da UE sejam tão seriamente violados. Aqueles que, como a Hungria, constroem muros contra os refugiados da guerra, que violam a liberdade de imprensa ou a independência da justiça, deveriam ser temporariamente, ou até mesmo definitivamente, excluídos da UE”.

O homólogo húngaro, Peter Szijjarto, foi rápido na resposta, dizendo que “Jean Asselborn insultou gravemente a Hungria e o povo húngaro. Ele parece estar muito frustrado com a situação atual na Europa e muito frustrado com o fato de ter abandonado, há muito tempo, o grupo de políticos que podem ser levados a sério. Simplesmente, não é uma pessoa séria”.

Além de ter construído uma vedação com a Sérvia e a Croácia para travar os refugiados; a Hungria realiza, a 2 de outubro, um referendo contra o sistema de quotas de refugiados proposto pela Comissão Europeia.

Regras do Tratado da UE sobre expulsão

Esta política anti-imigração da Hungria é considerada inaceitável pelo ministro dos Negócios Estrangeiros luxemburguês.

“As pessoas que estão a fugir da guerra estão quase a ser tratadas pior do que animais selvagens”, disse Asselborn, acrescentando que “a Hungria não parece longe de emitir uma ordem para disparar contra refugiados”.

O governante do Luxemburgo afirmou, ainda, que líderes como Orban estão a manchar a reputação da UE, dando a impressão que o bloco já não vive de acordo com os valores que defende no palco internacional.

Asselborn pediu, por isso, medidas nos tratados da UE que permitam facilitar a suspensão de Estados-membros, que deveria deixar de implicar um voto unânime como acontece agora.

O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Frank-Walter Steinmeier, rejeitou esta proposta, num comentário durante uma conferência de imprensa em Riga (Letónia).

Steinmeier disse entender que alguns países da UE “possam impacientar-se com a Hungria” pela sua política restritiva no auge da crise dos refugiados, mas sublinhou que pessoalmente não apoia “que se feche a porta a alguém” por esse motivo.