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Julien Assange: Uma "detenção" sem fim à vista

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Julien Assange: Uma "detenção" sem fim à vista

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O braço de ferro de Julien Assange com a justiça começou há seis anos. Em 2010 o fundador do Wikileaks enfureceu o poder em Washington. A publicação de meio milhão de documentos classificados como secretos, sobre as operações militares no Iraque e no Afeganistão, e de 250 mil telegramas diplomáticos foi um acontecimento sem precedentes. O antigo hacker tornou-se um herói para uns e uma ameaça para a administração americana e outros governos.

Alguns meses depois, Assange foi detido pela polícia britânica na sequência da emissão de um mandado de captura europeu pela justiça sueca devido a um caso de alegada violação sexual. O cidadão australiano acabou por ser libertado sob fiança mas a máquina da justiça continuou a funcionar. O rosto do Wikileaks nega as acusações mas o que receia verdadeiramente é acabar extraditado para os Estados Unidos depois de ser entregue à justiça sueca.

A mais alta instância britânica recusa o recurso interposto mas Julien Assange finta a justiça e refugia-se na embaixada do Equador, em Londres. No dia 19 de agosto dirige-se publicamente aos apoiantes, confortado pelo estatuto de “pessoa perseguida por crimes de natureza política” entretanto concedido pelo governo de Quito.

Em fevereiro deste ano, o Grupo de Trabalho da ONU sobre as Detenções Arbitrárias apelou ao fim da restrição de movimentos de Julien Assange. Mas o braço de ferro vai continuar. O único avanço consiste na autorização dada à justiça sueca para interrogar Julien Assange na embaixada do Equador, o que à partida irá acontecer no próximo mês. As acusações prescrevem em 2020.

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