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Após "derrocada" em Berlim, Merkel admite erros na política interna da Alemanha

A CDU, o partido da Chanceler, perdeu mais de cinco pontos e a aliança com o SPD na capital ficou em risco, em benefício do "Die Linke" e dos eurocéticos do AfD.

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Após "derrocada" em Berlim, Merkel admite erros na política interna da Alemanha

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Após o pior resultado nos pós-Guerra da União Democrática Cristã (CDU) nas eleições regionais da cidade-estado de Berlim, a líder do partido, Angela Merkel, admitiu erros na política interna, em particular na gestão da crise de migrantes e refugiados na Alemanha.

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"O facto de o AfD existir é um sintoma do falhanço dos partidos tradicionais, incapazes de resolver os problemas."

Frauke Petry Líder do AfD

A CDU e o principal parceiro na grande coligação, o Partido Social-Democrata (SPD), cederam terreno para a esquerda e, sobretudo, para os radicais de direita, o partido Alternativa para a Alemanha (AfD).

Na hora de assumir novo revés num espaço de duas semanas, Merkel confessa que “a frase ‘Nós podemos faze-lo’ faz parte do trabalho político” que tem vindo a realizar, justificando-a como “uma tomada de posição e a expressão de um objetivo”.

A Chanceler alemã lamenta, contudo, que “muito tenha vindo a ser dito a partir desta frase corriqueira e até de uma forma algo secreta”, por isso, Merkel revelou estar “muito inclinada a não voltar a repeti-la”, acrescentando ainda que, se pudesse voltar atrás no tempo, recuaria “muitos e muitos anos” e admitindo poder vir a mudar as políticas migratórias que têm vindo a custar ao executivo alguns dissabores em favor dos partidos mais populistas e nacionalistas.

Embora o SPD se mantenha como o partido mais votado na capital e a CDU, de Merkel, o segundo, a coligação perdeu força e pode vir mesmo a ser desfeita, com os sociais-democratas a poderem procurar novos parceiros junto do “Die Linke” (A Esquerda) e dos Verdes, os terceiros mais votados este domingo em Berlim, com cerca de 15 por cento do escrutínio.

O estreante AfD, fundado há apenas três anos, surge agora como a quarta força política em Berlim e soma já representação parlamentar noutros nove dos 16 estados germânicos.

Para a líder dos nacionalistas, “o facto de o AfD existir é um sintoma do falhanço dos partidos tradicionais, incapazes de resolver os problemas”, acusa Frauke Petry.

As bancas de jornais deram natural eco, esta segunda-feira, à derrocada política de Angela Merkel em Berlim. A CDU e o SPD perderam, em conjunto, mais de 10 pontos. O “Die Linke” melhorou o escrutínio face há cinco anos e igualou os Verdes nos 15 por cento.

Na primeira vez que concorreu em Berlim, o AfD conseguiu mais de 14 por cento dos votos, continua em processo de crescimento e, no próximo ano, há legislativas na Alemanha.