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Protestos contra violência policial americana depois de dois afroamericanos abatidos por agentes

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Protestos contra violência policial americana depois de dois afroamericanos abatidos por agentes

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Confrontos violentos na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, entre polícia e centenas de manifestantes, na noite de terça-feira.

Motivo do protesto: a violência policial contra afroamericanos que resultou em várias mortes nos últimos meses.

Há 12 polícias feridos no decorrer dos incidentes. O número de manifestantes atingidos não foi divulgado.

A manifestação deu-se horas depois do abate de Keith Lamont Scott, de 43 anos, pela polícia. Esta alega que Keith Scott estava armado e representava perigo iminente, a família diz que a única arma era um livro que lia enquanto esperava pelo filho.
A polícia encontrava-se no edifício onde Keith estava com o objectivo de deter um suspeito que não era ele.

Na sexta-feira passada, Terence Crutcher, 40 anos, foi abatido por uma agente policial depois de ter tido uma avaria no carro, no momento em que lhe pediram que mostrasse documentos. Antes, tinha estado sempre de braços no ar. Não foi encontrada nenhuma arma. Era um homem envolvido na comunidade onde vivia, em Tulsa, Oklahoma.

A irmã, Tiffany Crutcher, apelou à não violência: “O que pedimos é que os protestos sejam pacíficos e que respeitem a cultura da família porque vivemos e somos pelo amor e pela paz.”

O chefe da polícia de Tulsa, Chuck Jordan, classificou o vídeo como “muito perturbante”.

Hillary Clinton, candidata presidencial democrata reagiu dizendo que o ocorrido não era tolerável.

Os elementos policiais que dispararam a matar estão suspensos.

No mês passado, Colin Kaepernick, um atleta americano, tornou público o seu protesto ao permanecer sentado durante o hino antes de um jogo de pré-época. Desde então, tem-se ajoelhado de cada vez que o hino toca. Kaepernick afirmou que o protesto era motivado pela opressão racial e brutalidade policial.

Vários atletas adoptaram a causa, exibindo a mesma atitude.

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