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"O Islão, as fundações desta religião não são compatíveis com a democracia" - Frauke Petry (AfD)


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"O Islão, as fundações desta religião não são compatíveis com a democracia" - Frauke Petry (AfD)

Se as legislativas fossem agora, o partido anti-imigração Alternativa para a Alemanha (AfD) poderia obter 16% dos votos, segundo uma sondagem publicada esta sexta-feira. A força política voltou a provocar a surpresa nas duas últimas eleições locais e passou a ter deputados em 10 das 16 assembleias regionais, aproveitando a contestação à política de portas abertas aos migrantes da chanceler Angela Merkel. A euronews entrevistou a líder do partido.

*Valerie Zabriskie – euronews:
Um dos motivos para a sua crescente popularidade é que dizer coisas que as pessoas pensam ou que outros políticos não dizem. Não há, eventualmente, um perigo em dizer coisas que os outros não dizem?*

Frauke Petry – Líder do AfD:
“Se ainda acreditarmos em soluções que são o resultado de uma discussão aberta, então temos de acreditar que as discussões podem resolver problemas e que não encobrem problemas. Nós, os alemães, somos peritos a encobrir problemas, em procurar consensos, em procurar um acordo antes mesmo de analisarmos o problema. Penso que é por isso que muitos cidadãos já não acreditam nos partidos tradicionais e nos políticos, porque simplesmente sentem que não são levados a sério pelos políticos e também porque se sentem traídos por esses políticos, porque eles não dizem a verdade”.

Em relação à Europa, o seu partido começou como uma reação à crise na zona euro e aos resgates. Está contra a União Europeia?

“Pensamos que o que tivemos nos anos 60, nos anos 70 e mesmo no início dos anos 80 tornou a Europa bastante mais forte do que é hoje. O projeto do Euro e também a tentativa de criar uma Constituição europeia mostraram que a grande maioria dos países europeus não está disposta a abdicar da sua soberania. Penso que isso é normal, é uma decisão soberana e não acredito que vamos ajudar a Europa a manter-se forte num contexto de competição à escala mundial se tentarmos colocar tudo e todos ao mesmo nível, como acontecia no comunismo. O projeto comunista na Europa de Leste falhou estrondosamente no final dos anos 80. Agora, estamos a tentar fazer o mesmo na Europa. Não vai resultar”.

Em relação, por exemplo, ao Norte de África, há questões sobre a religião, a forma como as mulheres são tratadas… mas não estará a criar um bode expiatório?

“O Islão, as fundações desta religião não são compatíveis com a democracia. E não é só o AfD (Alternativa para a Alemanha) que o diz. Agora, que lançámos a discussão, muitos políticos admitem exatamente isso, mas ignoraram os problemas durante anos. Por isso, penso que a nossa missão na Alemanha é tornar o problema visível para que se encontre uma solução. Respeitamos os muçulmanos modernos, que gostam de viver na Alemanha, que se sentem alemães, que querem ficar aqui. A maioria adaptou-se às nossas tradições. Mas, aqueles que não querem adaptar-se, devem partir e ir viver onde quiserem, mas não na Europa, nem na Alemanha. É isso que dizemos”.

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