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Acordo da OPEP recebido com ceticismo pelos analistas


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Acordo da OPEP recebido com ceticismo pelos analistas

Os preços do petróleo aliviaram esta quinta-feira depois da subida da véspera, após o acordo alcançado na reunião informal da Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP) para reduzir a produção. Os investidores receiam, porém, que não seja suficiente para reequilibrar um mercado mundial sobrecarregado por um excesso de oferta.

A cotação do petróleo em Londres baixou esta quinta-feira 1,1% para 48,16 dólares por barril, depois de na véspera ter registado a maior subida desde abril num só dia, 5,9%.

Os países membros da OPEP concordaram baixar o volume de extração de 33 milhões para 32,5 milhões de barris de petróleo por dia. O acordo é o primeiro deste tipo desde 2008 e a organização anunciou-o como um primeiro passo no sentido de reequilibrar o mercado.

“Precisávamos de acelerar o processo de reequilíbrio através da partilha da carga que o ajustamento da produção implica, e os países da OPEP, assim como os países produtores que não estão na OPEP, já manifestaram a intenção de cooperar”, disse o presidente da OPEP, o ministro da Energia do Qatar, Mohammed bin Saleh al-Sada.

Os investidores regiram com alguma reserva, lembrando que o impacto do acordo nos preços vai depender de qual será a distribuição por país das novas quotas e do seu cumprimento por parte dos países produtores. Permanece uma incógnita qual será a resposta dos países produtores que não pertencem à OPEP, principalmente a Rússia

Os cortes por país devem ser discutidos no próximo encontro formal da OPEP em novembro, no qual os países que não integram a organização serão convidados a associar-se à medida.

Este mês foram produzidos 800 mil barris diários em excesso, com a Rússia a extrair a níveis máximos de 11,09 milhões de barris por dia.

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