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Brexit: Construtores automóveis receiam eventuais taxas alfandegárias

Os construtores automóveis estão preocupados com as consequências do Brexit para os negócios.

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Brexit: Construtores automóveis receiam eventuais taxas alfandegárias

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Os construtores automóveis estão preocupados com as consequências do Brexit para os negócios. A questão foi evocada pelo patrão da Nissan à margem da apresentação do novo Micra, no Salão Automóvel de Paris.

Point of view

"É muito difícil tomar decisões em termos de investimento ou vislumbrar o futuro se não sabe como serão as relações entre o Reino Unido e o resto da Europa, o seu principal parceiro comercial."

Carlos Ghosn Presidente da Renault-Nissan

Carlos Ghosn estima que, antes qualquer investimento do grupo na fábrica de Sunderland, no Reino Unido, Londres deve comprometer-se a compensar eventuais taxas aduaneiras que poderão vir a ser impostas devido ao Brexit: “É muito difícil tomar decisões em termos de investimento ou vislumbrar o futuro se não sabe como serão as relações entre o Reino Unido e o resto da Europa, o seu principal parceiro comercial. Se, por exemplo, forem aplicadas taxas alfandegárias a produtos provenientes do Reino Unido para a Europa será muito prejudicial para o desenvolvimento da nossa presença no Reino Unido”.

No início de 2017, a Nissan terá de decidir se investe ou não na fábrica de Sunderland para produzir o novo modelo Qashqai. Na fábrica trabalham 6700 pessoas e a Nissan produz dois terços dos carros que vende no mercado britânico. A marca teme vir a perder o acesso ao mercado único europeu, no final das negociações entre Reino Unido e a União Europeia.

Jaguar Land Rover exige tratamento igual

A marca britânica Jaguar Land Rover reconhece que, desde a vitória do Brexit, ouve uma queda da procura no mercado europeu. O construtor de carros de luxo estima, com a aplicação de taxas alfandegárias, seria duplamente penalizado. Por isso, ameaça ponderar também os investimentos e exige que todos os construtores sejam tratados da mesma forma pelo governo.

A preocupação é expressa também pela associação britânica de construtores automóveis. O organismo alerta para a eventual perda de competitividade do setor e pede ação ao executivo.

Mais de 810 mil britânicos têm empregos ligados à indústria automóvel.