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Tragédia do voo #MH17 provoca braço de ferro entre Holanda e Rússia


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Tragédia do voo #MH17 provoca braço de ferro entre Holanda e Rússia

A tragédia de há dois anos do voo MH-17, no leste da Ucrânia, em que morreram 298 pessoas, desencadeou esta sexta-feira o início de um frente a frente diplomático entre a Holanda e a Rússia.

Confrontado com a divulgação na quarta-feira com o relatório da Equipa de Investigação Internacional (JIT), que integra representantes da Austrália, Bélgica, Holanda, Malásia e Ucrânia, o governo liderado por Vladimir Putin considerou tendenciosa a investigação e por isso rejeitou as conclusões do documento.

Indignado pelas críticas e desconfiança levantadas por Moscovo, na manhã de sexta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros holandês, Bert Koenders, convocou o embaixador russo em Haia, Alexander Vasilievich Shulgin, e fez-lhe ver que o relatório tem de ser respeitado.

“Dada a natureza convincente das evidências, a Rússia deve respeitar os resultados que foram apresentados em vez de impugnar a investigação e semear dúvidas”, afirmou Bert Koenders, em comunicado, após e encontro.

O Kremlin reagiu à convocatória do embaixador russo na Holanda e, através de porta-voz presidencial Dmitry Peskov, considerou até serem “muito boas notícias” pela oportunidade do chefe da missão diplomática russa na Holanda “apresentar todas as considerações” relacionadas com a posição da Rússia face ao relatório revelado.

Em entrevista exclusiva à BBC, por videoconferência e divulgada pouco depois do comunicado holandês, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, reiterava a alegada falta de provas sólidas na base do relatório e lamentou a não inclusão na investigação das evidências fornecidas pela Rússia em torno da queda do avião da Malaysia Airlines.

Com a investigação ainda em curso, Lavrov espera que essas informações russas venham ainda a ser todas em conta.

Por último, já a meio da noite de sexta-feira, o ministério russo dos Negócios Estrangeiros anunciou através da porta-voz Maria Zakharova, ter também convocado para segunda-feira o embaixador holandês em Moscovo, Renée Jones-Bos, para lhe explicar de forma mais detalhada os motivos da rejeição das conclusões da investigação reveladas dois dias antes.

O relatório da JIT divulgado quarta-feira (twit em baixo) concluiu através de “evidências irrefutáveis” que o avião, um Boeing 777, operado pela Malaysia Airlines e em viagem entre Amesterdão e Kuala Lumpur, terá sido abatido a 17 de julho de 2014 por um míssil terra-ar da série 9M38, de fabrico russo.

O projétil terá sido disparado através de um sistema BUK a partir de uma fazenda perto de Pervomaiskyi, numa região controlada por separatistas pró-russos, no leste da Ucrânia.

A bordo do voo MH17 seguiam 283 passageiros e 15 membros da tripulação, num total de 298 pessoas. Não houve sobreviventes.

(Apresentador de televisão russo expulsa especialista ucraniano que o acusa de mentir sobre o MH17.)

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