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Polónia/Aborto: Manifestantes dizem não ao "fanatismo"


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Polónia/Aborto: Manifestantes dizem não ao "fanatismo"

Vestiram-se de preto em sinal de protesto contra a nova proposta de lei que visa proibir o aborto na Polónia, exceto se a vida da mãe estiver em risco. Centenas de pessoas manifestaram-se, este sábado, junto ao Parlamento polaco contra a proposta para regular a interrupção da gravidez que prevê uma pena de prisão para mulheres e os médicos que pode chegar aos cinco anos.

E, muitos, apelam a uma greve das mulheres esta segunda-feira.

Os subscritores da proposta apresentada pelo grupo “Salvem as Mulheres” reuniu 215 mil assinaturas defendem, por exemplo, uma liberalização total até às 12 semanas, mas poucos acreditam que chegue a ver a luz do dia. Desde logo, porque a nova proposta de lei conta com o apoio da Igreja e do partido conservador Lei e Justiça com maioria absoluta no Parlamento.

Semelhante à lei que vigorava em Portugal até há nove anos, a atual legislação polaca data de 1993 e é considerada uma das mais restritivas da Europa. A interrupção da gravidez está prevista em casos de violação, malformações, incesto e risco de vida para a mãe da criança.

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