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Presidenciais EUA: Trump "regressa" a Alicia Machado e Hillary aproveita


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Presidenciais EUA: Trump "regressa" a Alicia Machado e Hillary aproveita

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Alicia Machado é a mais recente estrela da campanha presidencial nos Estados Unidos. Eleita Miss Universo em 1996, num concurso então promovido por Donald Trump, a venezuelana ganhou peso após a distinção e foi à altura humilhada pelo empresário, que lhe chamou por exemplo “Miss Piggy” e a obrigou a ser alvo das objetivas enquanto se exercitava num ginásio e Trump lhe dirigia mais alguns comentários jocosos.

Na, segunda-feira, no primeiro debate das presidenciais dos Estados Unidos, marcadas para 8 de novembro, Hillary Clinton lembrou as ofensas de Trump há 20 anos à então Miss Universo.

 

O momento em que Alicia entrou na campanha

Já com o final do primeiro debate a aproximar-se, Hillary Clinton jogou o trunfo inesperado. “Uma das piores coisas que ele (Trump) disse foi sobre uma mulher num concurso de beleza. Ele adora concursos de beleza, de as apoiar e de andar ao lado delas. Mas ele chamou a esta mulher ‘Miss Piggy’. Depois chamou-lhe ‘miss dona de casa’, por ela ser latina. (Olhando para Trump) Donald, ela tem nome. O nome dela é Alicia Machado”, afirmou Hillary Clinton.


Com o rival irritado e a perguntar onde é que ela tinha encontrado esta história, Hillary concluiu: “Ela tornou-se cidadã dos Estados Unidos e podes apostar que ela vai votar em novembro.”

Quatro dias depois, a meio da madrugada de sexta-feira, Donald Trump não aguentou mais e pela rede social Twitter decidiu atacar Hillary através de Alicia.

(Uohu! A desonesta Hillary foi enganada e usada pela minha pior Miss Universo.
Hillary acenou-a como um anjo sem verificar o passado dela, o qual é terrível!)

(Usar a Alicia Machado no debate como parangona da virtude
mostra apenas que Hillary Clinton sofre de MAU JULGAMENTO!
Hillary foi enganada por uma vigarista.)

(Terá a desonesta Hillary ajudado a nojenta (vejam o video sexual e o passado) Alicia Machado
a tornar-se cidadã norte-americana para que a pudesse usar no debate?)

Horas depois dos “tuítes” de Donald Trump e durante um comício em Coral Springs, na Florida, a senhora Clinton reagiu. “O mais recente colapso de Trump no Twitter é demasiado disparatado mesmo para ele. Prova uma vez mais que, pelo temperamento, Trump está inapto para ser Presidente e comandante supremo das forças armadas”, sublinhou a candidata democrata.

Donald Trump, por seu turno, esteve em campanha no Michigan. Longe das redes sociais e com a equipa de conselheiros por perto, o candidato republicano fintou o caso Alicia Machado, nem por uma vez se referiu à venezuelana e procurou focou-se na economia, optando por atacar, por exemplo, o alegado enriquecimento da rival à custa do povo.

“Hillary Clinton fez vida a recolher doações de pessoas com interesses particulares, que têm rapinado as nossas fábricas e arrasado postos de trabalho no Michigan e noutros estados. Isso mostra como Hillary Clinton enriquece ao tirar empregos e dinheiro, a vocês e ao estado”, acusou Trump.

A verdade é que a campanha não ficou fácil para Donald Trump após o primeiro duelo com Hillary Clinton, como nos conta, aliás, desde Washington, o correspondente da euronews nos Estados Unidos, Stefan Grobe:

 
“O desempenho pouco brilhante de Donald Trump no debate de segunda-feira veio lançar uma certa desordem na campanha.

Numa videoconferência com os representantes, os assessores de Trump deixaram bem claro que o candidato republicano está zangado com eles, por terem admitido, perante a imprensa, que perdeu o debate e que precisa de seguir os seus conselhos.

Trump quer que os seus apoiantes defendam energicamente o seu desempenho, recusa dizer que não ganhou e, entretanto, deixou pairar a ideia de que, no próximo debate, trará a lume escândalos sexuais passados de Bill Clinton.

Uma tática que os responsáveis de campanha de Hillary Clinton estão prontos a combater e que deixa os congressistas republicanos pouco à-vontade.

É que Trump tem tido uma história marital conturbada e nem sempre em sincronia com os valores conservadores.

O próximo debate é a 9 de outubro (domingo), em Saint Louis.”

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