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Sanchez abandona liderança do PSOE e abre espaço a novo governo Rajoy

Comité Federal rejeita propostas do líder e o Secretário-geral cumoriu a palavra, demitindo-se; socialistas deverão agora abster-se no parlamento e permitir ao PP voltar a governar.

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Sanchez abandona liderança do PSOE e abre espaço a novo governo Rajoy

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Pedro Sanchéz ameaçou bater com a porta caso não tivesse apoio na sua estratégia, mas mesmo assim o Comité Federal do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), a principal força da oposição em Espanha, recusou as propostas do líder para a realização de primárias antecipadas a 23 de outubro e de um congresso extraordinário a 12 e 13 de novembro. O líder foi batido por 133 votos contra 107.

Point of view

Se a minha petição e a proposta da comissão executiva federal não prosperassem, como é lógico eu não poderia administrar uma posição que não partilho.

Pedro Sanchéz Ex-líder do PSOE

O secretário-geral do PSOE cumpriu a palavra, desfez a comissão executiva federal, que liderava há dias após a demissão de mais de metade dos membros da direção socialista, e ele próprio apresentou a demissão de líder do partido.

“O resultado da votação (no Comité Federal) foi adverso à proposta feita pela comissão executiva federal. Como consequência e tal como alertei sexta-feira, se a minha petição e a proposta da comissão executiva federal não prosperassem, como é lógico eu não poderia administrar uma posição que não partilho”, justificou Pedro Sanchéz.

A demissão confirma a crise interna do partido e as rupturas face ao caminho a seguir pelos socialistas no parlamento espanhol. À saída do já ex-líder, alguns militantes concentrados junto à sede do partido não esconderam o apoio a Sanchez.

O socialista garante, ainda assim, sentir “orgulho em ser militante do Partido Socialista”. “Em consequência, a Comissão de Gestão, que surja nas próximas horas do debate que legitimamente está a decorrer no Comité Federal, contará com o meu apoio leal, com o apoio que sempre pedi e que afortunadamente tive em muitíssimas ocasiões da minha organização nestes dois anos tõ intensos”, prometeu.

A Comissão de Gestão terá como prioridade a marcação de um congresso federal para a renovação dos órgãos de direção do Partido Socialista.

Esta renúncia de Pedro Sanchez, não só abre espaço à nomeação de uma nova liderança do partido, como também à abstenção socialista no parlamento, o que deverá permitir a Mariano Rajoy e ao Partido Popular, a quem faltam apenas seis deputados para a maioria absoluta, formarem um novo governo.

Se um novo executivo surgir antes de 31 de outubro, o Rei Felipe VI evita ter de marcar as terceiras eleições no espaço de um ano em Espanha, país governado por um executivo em meras funções há mais de nove meses.

Os “memes” do Comité Federal do PSOE deste sábado