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Descobertas na autofagia celular valem a biólogo japonês o Nobel da Medicina

Foi uma surpresa ainda maior porque foi o único laureado deste ano - assim reagiu o investigador do Instituto de Tecnologia de Tóquio que, esta segunda-feira, recebeu a mais prestigiada das…

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Descobertas na autofagia celular valem a biólogo japonês o Nobel da Medicina

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Foi uma surpresa ainda maior porque foi o único laureado deste ano - assim reagiu o investigador do Instituto de Tecnologia de Tóquio que, esta segunda-feira, recebeu a mais prestigiada das distinções.

Thomas Perlmann, secretário do Comité Nobel, anunciou que a assembleia “do Instituto Karolinska decidiu atribuir o Prémio Nobel da Fisiologia e Medicina 2016 a Yoshinori Ohsumi, pelas descobertas que realizou no domínio dos mecanismos da autofagia”.

O biólogo japonês de 71 anos explorou o processo através do qual uma célula em fase de degradação redistribui os nutrientes para, digamos, se conseguir reciclar. A descoberta deste mecanismo remonta aos anos 60 e foi batizado pelo cientista belga Christian de Duve, também distinguido com o Nobel.

Maria Masucci, professora de Virologia do Instituto Karolinska, explica que “a autofagia consiste na renovação celular através da remoção de proteínas danificadas. Um problema no decurso deste processo pode acarretar o envelhecimento das células e várias doenças como o Alzheimer e a diabetes de tipo 2. Por outro lado, se houver autofagia em excesso, podemos assistir a consequências como o cancro, uma vez que a autofagia pode estimular o desenvolvimento das células cancerígenas e a sua resistência aos medicamentos”.

Graças a Ohsumi, é possível identificar os genes responsáveis por esta resposta das células ao envelhecimento, à fome e às infeções.