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Jornalista ucraniano preso por "espionagem" na Rússia


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Jornalista ucraniano preso por "espionagem" na Rússia

O jornalista ucraniano Roman Sushchenko foi detido na Rússia, sob a acusação de espionagem.

Segundo o Serviço Federal de Segurança (FSB) russo, Sushchenko é tido como um oficial do serviço secreto ucraniano que terá recolhido dados estatais secretos.

A agência noticiosa ucraniana, Ukrinform, declara que Sushchenko trabalha para ela desde 2002, estando sediado em Paris. Declara ainda que o jornalista estava a título pessoal em Moscovo e foi detido a 30 de setembro.

Roman Sushchenko, 47 anos, encontra-se “sob detenção em Lefortovo”, a prisão do FSB em Moscovo, declarou à AFP o seu advogado Mark Feïguine, onde permanecerá durante “dois meses”, o tempo do inquérito, segundo a porta-voz do tribunal russo que tomou esta decisão, Ekaterina Krasnova, citada pela Interfax.

As reações ao anúncio da detenção de Sushchenko multiplicaram-se na Ucrânia. O ministério ucraniano dos Negócios Estrangeiros exigiu a libertação imediata do “prisioneiro político”, contra o qual pendem “acusações forjadas”.
O primeiro ministro ucraniano, Volodymyr Groysman, declarou que esta detenção era “a prova das violações massivas e sistemáticas dos direitos do Homem” na Rússia.

Com a tensão entre Moscovo e Kiev ao rubro desde a anexação da Crimeia em março de 2014 e o rebentar do conflito no este da Ucrânia, as detenções de ucranianos por espionagem multiplicaram-se ao longo dos últimos dois anos.

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