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FMI: Protecionismo ameaça frágil crescimento da economia mundial


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FMI: Protecionismo ameaça frágil crescimento da economia mundial

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a tendência crescente para o protecionismo é uma ameaça ao crescimento da economia mundial. Este continua a ser frágil seis anos após a crise financeira.

Nas Perspetivas Económicas Mundiais, publicadas esta terça-feira, o FMI não baixa as previsões, pela primeira vez em cinco trimestres, mantendo-as inalteradas.

A economia mundial deverá crescer 3,1% este ano e 3,4% no próximo ano.

Mas de forma surpreendente, o organismo baixa em seis décimas as previsões deste ano para a economia norte-americana. O PIB dos Estados Unidos deverá progredir 1,6% este ano e 2,2% em 2017.

Para este ano, o FMI espera um desempenho superior da zona euro (1,7%). No entanto, a economia união monetária deverá desacelerar para 1,5% em 2017.

Com a vitória do Brexit a alimentar o nacionalismo na Europa e a retórica protecionista da campanha eleitoral norte-americana, o FMI alerta para os riscos que pesam sobre a economia.

O economista chefe do FMI, estima que o crescimento económico “fraco, durante muito tempo e em muitos países está a ter repercussões políticas que podem afetar ainda mais o crescimento mundial”. “O Brexit é apenas um exemplo da tendência”, adianta Maurice Obstfeld.

No caso do Reino Unido, o FMI defende-se de quem o acusa de ter sido demasiado pessimista em relação aos efeitos do Brexit.

O organismo internacional acaba por subir a previsão económica britânica de 1,7 para 1,8%. Mas a economia deverá desacelerar em 2017 para 1,1%, tendo em contas os riscos e as incertezas sobre as futuras relações entre Londres e a União Europeia.

As discussões deverão começar em 2017. O calendário tem estado a penalizar a libra, que está em mínimos de 31 anos face ao dólar.

No caso de Portugal, o Fundo Monetário Internacional reviu em baixa as projeções económicas. Espera um crescimento de 1% este ano, abaixo da estimativa de 1,4% de abril.

Para 2017, a previsão aponta para um desempenho de 1,1% contra os 1,3% anteriores.

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