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Conferência de Bruxelas: 15 mil milhões de dólares para o Afeganistão

Com Cabul a enfrentar o ressurgimento talibã, mais de 70 governos em Bruxelas prometem apoio financeiro em estratégia de segurança global

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Conferência de Bruxelas: 15 mil milhões de dólares para o Afeganistão

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A Conferência de Bruxelas sobre o Afeganistão resultou no anúncio de financiamento a este país de mais de 15 mil milhões de dólares durante os próximos 4 anos.

Point of view

Investir no povo do Afeganistão é um meio de investir na estabilidade internacional e no nosso próprio presente e futuro. - Federica Mogherini

75 países, com os Estados Unidos e a União Europeia à cabeça, e 26 organizações internacionais deram assim apoio renovado ao plano para a prosperidade e paz entre o Governo de Unidade Nacional do Afeganistão e a comunidade internacional.

John Kerry, Secretário de Estado americano, declarou: “Insto a Rússia, a China, o Paquistão, a India e o Irão a pensarem no papel especial que podem ter nesta região de modo a fazerem uma diferença substancial, não apenas na economia de longo prazo e na estrutura social futura do Afeganistão, mas em atingir a paz com os Talibã.”

Com um acordo com a União Europeia para repatriamento de afegãos em situação ilegal na Europa a causar protestos, o Afeganistão é visto internacionalmente como estratégico para a segurança global.

O Chefe Executivo do Afeganistão, Abdullah Abdullah, em entrevista à euronews, referiu a ameaça à estabilidade que preocupa a comunidade internacional e que teve sobressaltos recentemente: “Os talibã pensaram provavelmente que se tivessem uma vitória militar antes ou na noite antes da conferência, talvez isso tivesse um impacto definitvo no resultado, mas ninguém aqui aceita a guerra dos talibã.”

Uma referência à ofensiva recente dos talibã em Kunduz , repelida pelo exército e que a comunidade internacional espera ver continuada e controlada pelo governo afegão.

Sobre o resultado da Conferência de Bruxelas, Maria Sarasalari, jornalista da euronews no local, adianta: “Muito tempo depois do que muitos viram como uma desatenção ao problema do Afeganistão e que se deveu a crises como as da Ucrânia e da Síria, a comunidade internacional envia agora esta mensagem a partir da sede da União Europeia, de que está muito a sério e persistente na obtenção da paz, estabilidade e desenvolvimento estatal do Afeganistão.”