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Fundos do Pano Juncker ajudam países mais ricos da União Europeia, diz estudo do BEI

Segundo um estudo do Banco Europeu de Investimento, mais de 90% dos fundos do chamado Plano Juncker beneficiaram, no primeiro ano de aplicação, as grandes economias da União, como Alemanha, França, Re

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Fundos do Pano Juncker ajudam países mais ricos da União Europeia, diz estudo do BEI

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Com Reuters

O Banco Europeu de Investimento diz que a quase totalidade dos mais de 300 mil milhões de euros do Fundo Europeu para o Investimento Estratégico (EFSI, pela sigla em língua inglesa) da União Europeia, conhecido como Plano Juncker, foi gasto nos países mais ricos do bloco.

Segundo um relatório do BEI, 92 dos mais de 100 mil milhões de euros foi investido, no primeiro ano de aplicação do plano, nas 15 economias mais ricas da União.

Os 13 Estados membros mais pobres, como as economias da Europa de leste, receberam apenas 8% dos fundos.

Uma situação que o Banco Europeu de Investimento descreve como “preocupante.”


Foi o setor energético o que mais recebeu em termos de fundos destinados ao desenvolvimento de infraestruturas e inovação, com 46% das ajudas disponíveis.

Neste caso, foram países como Espanha e Itália os que mais beneficiam no que a investimento diz respeito, tal como o Reino Unido, que decidiu deixar a União Europeia num referendo realizado em junho deste ano, o brexit.

Cerca de 75 mil milhões de euros do plano destinam-se ao estímulo de pequenas e médias empresas.

Neste caso, foram as economias francesa, alemã e italiana as que mais beneficiaram dos fundos, recebendo 54% do total disponível.

O estudo do BEI apela a que sejam realizados mais investimentos em setores até agora não contemplados, que deverão passar a ser considerados elegíveis, tendo em conta as as necessidades das economias da UE consideradas menos desenvolvidas.

O plano de investimento conhecido como Plano Juncker foi lançado no ano passado e tem como objetivo atrair fundos privados para grandes investimentos durante três anos.

O plano prevê a aplicação de 315 mil milhões de euros, a distribuir pelos 28 Estados membros, façam ou não parte da chamada zona euro.

Os investimentos em setores considerados mais arriscados contam, por outro lado, com fundos públicos na ordem dos 21 mil milhões de euros, disponibilizados pela União Europeia.