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Ataque aéreo contra funeral provoca centenas de mortos no Iémen

O auto empossado governo "huthi" respinsabiliza a coligação liderada pela Arábia saudita, mas a aliança árabe nega qualquer envolvimento neste bombardeamento.

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Ataque aéreo contra funeral provoca centenas de mortos no Iémen

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Um ataque aéreo na capital do Iémen provocou este sábado “mais de 140 mortos” e pelo menos 525 feridos, adiantou o gabinete local de coordenação humanitária das Nações Unidas (OCHA Yemen), citando fontes médicas oficiais em Sanaa. O número de vítimas torna este num dos mais graves ataques dos 20 meses de conflito civil naquele país.

A agência de notícias local, a Saba News, colocou entretanto o balanço nos 450 mortos, citando informação veiculada pelo subsecretário do ministro da Saúde do auto empossado governo “huthi”, Abdulsalam al-Madani. O jornal Yemen Post relata pelo menos quatro passagens dos aviões agressores pelo local.

O alvo do ataque foi o funeral do pai do ministro do Interior “huthi” Jalal al-Roweishan. Uma multidão de pessoas, incluindo diversas personalidades locais e militares, participava nas cerimónias fúnebres.

O ministro da Saúde em funções no regime “huthi”, Ghazi Ismail, responsabilizou a coligação liderada pela Arábia Saudita, que tem vindo a operar no Iémen, na tentativa de devolver o poder ao Presidente Mansour Hadi, deposto em março do ano passado pelos rebeldes xiitas “huthis”, que contam com o apoio do Irão.

A coligação árabe negou, no entanto, qualquer envolvimento neste ataque e garante que “no passado evitou este tipo de ajuntamentos”, os quais “nunca foram colocados como alvo.”

“A coligação a par das notícias (que a colocam como responsável) e está certa de que é possível que outras causas para este bombardeamento devem ser consideradas”, referiu o major general Ahmed Asiri, porta-voz da aliança liderada pelos sauditas, citado pela agência Arab News.

Uma testemunha identificada como Salim Hadwan contou que “os aviões atacaram duas vezes enquanto decorria o velório” e, embora desconhecesse o número de vítimas garantia haver “muitos mortos.”