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Depois do "Matthew", o novo "inimigo" do Haiti é a cólera

A doença já havia sido diagnosticada a 27 mil pacientes este ano e matou 240, mas agora com a "ajuda" do furacão poderá propagar-se ainda mais entre os haitianos.

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Depois do "Matthew", o novo "inimigo" do Haiti é a cólera

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Depois da tormenta, o Haiti debate-se agora com a doença. O sol já está de volta, é verdade, mas a passagem do furacão “Matthew” pela ilha na terça-feira deixou um enorme rasto de destruição.

Além dos cerca de 900 mortos devido à intempérie (336, já confirmados de forma oficial pela proteção civil haitiana), agora, na ressaca da passagem do furacão, somam-se pelo menos mais 13, vítimas de cólera, anunciaram fontes oficiais citadas pela Reuters.

Num pequeno e informal balanço, o deputado haitiano Bernoit Jean Gerrier sublinha as “muitas pessoas” que “morreram por causa do furacão” e adianta os “438 mortos” registados na respetiva região, o distrito Moron, na península Tiburon, a zona mais afetada. “Agora, temos 25 pessoas a sofrer com cólera. Há muitos feridos. A situação é grave, é uma catástrofe”, lamenta.

Com o abastecimento de água potável afetado e muitos esgotos destruídos, toda a ajuda enviada para o Haiti é pouca, num país no limiar da pobreza e que ainda recuperava do terramoto sofrido de há seis anos, em que morreram mais de 100.000 pessoas.

Agora, o furacão voltou a deixar milhares de pessoas sem condições sanitárias. Por isso, depois do “Matthew”, é caso para dizer o novo inimigo do Haiti é a cólera, doença já diagnosticada este ano em 27 mil pacientes, que já provocou mais de 240 mortos no país e que deverá agravar ainda mais as fatalidades relacionadas com a intempérie da última semana.