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Hungria: Suspensão de jornal crítico do governo questiona liberdade de imprensa


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Hungria: Suspensão de jornal crítico do governo questiona liberdade de imprensa

Cerca de duas mil pessoas protestaram este sábado em Budapeste, na Hungria, contra a suspensão do diário Népszabadság, um dos principais jornais críticos do atual governo liderado por Viktor Órban. Os manifestantes alegam estar em causa a liberdade de imprensa no país.

(“Novos donos suspendem o maior jornal da oposição, o Népszabadság,
com efeitos imediatos. Jornalistas falam de golpe do governo.”)

Os proprietários do jornal, o grupo Mediaworks, alegam que na última década o Népszabadság perdeu cerca 100.000 leitores e somou cerca de cinco mil milhões de florins húngaros (cerca de 16,7 milhões de euros) em prejuízos, mas o editor-chefe do diário alega que “por toda a Europa, faz falta um jornal como este, e em especial na Hungria”. Por isso, András Murányi continua a lutar pelo jornal e “a negociar com os líderes da Mediaworks.”

Entre os manifestantes concentrados na capital húngara havia quem fala-se de um golpe contra o Népszabadság. Uma manifestante disse à reportagem da euronews ter assistido “nos últimos anos a várias tentativas de reduzir a liberdade da imprensa no país”. “Vários meios de comunicação foram mesmo arrasados, mas agora isto já é demais…”, atira.

Um outro manifestante defende que “em nenhum estado democrático, pode acontecer o que está a acontecer na Hungria”: “a destruição de um jornal destes de um dia para o outro.”

(“Duas histórias de corrupção na capa da última edição do Népszabadság.
Diário de esquerda é fechado hoje por fantochada do PM Orbán.”)

Nos últimos dias, o Népszabadság publicou dois dos artigos mais polémicos sobre o Fidesz, o partido no poder. Numa das histórias, o jornal revelou por exemplo que o diretor do Banco Central da Hungria, György Matolcsy, de 61 anos, se terá divorciado e ido viver com a namorada, Zita Vajda, de 32, que já havia trabalhado para ele no Ministério da Economia, que o acompanhou no regulador bancário, auferindo um dos salários mais altos da instituição apesar da idade e experiência, e que entretanto se mudou para uma das fundações do Banco Central, onde a remuneração deixou de ser pública.

Há quem fale, por isso, num acordo entre os proprietários do jornal e empresas de comunicação próximas do primeiro-ministro Viktor Orbán para silenciar o diário. Oficialmente, no entanto, a Mediaworks alegou em comunicado os supostos problemas que o jornal atravessa e que estarão a arrastar o resto do grupo, aludindo a uma mera paragem para reformular o modelo de negócio.

A correspondente da euronews em Budapeste conta-nos que “os jornalistas apenas tinham sido informados “sexta-feira) de que a redação iria mudar e que a partir de domingo continuariam a trabalhar”. “Agora, porém, nem sequer sabem se vão continuar no jornal e, se continuarem, em que condições será”, conclui , Andrea Hajagos.

(“Multidão aglomera-se às portas do parlamento húngaro — jornalistas, famílias com crianças, reformados. Népszabadság.”)

(“Liberdade de imprensa foi aniquiliada aqui, a 8 de outubro de 2016. O Népszabadság pagou por escrever a verdade.”)

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