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Haiti em busca de água potável para evitar a cólera


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Haiti em busca de água potável para evitar a cólera

No Haiti, a urgência é, agora, a busca de água potável, para evitar a propagação da cólera.

A doença já fez, pelo menos 13 mortos. Domingo à noite, só em Port-à-Piment, no sudoeste do país, 60 pessoas estavam internadas, vítimas desta diarreia altamente contagiosa.

A doença é provocada por uma bactéria – Vibrio cholerae – que se desenvolve nos esgotos e águas contaminadas por excrementos humanos, que se propaga depois à água potável e mesmo a alimentos como os legumes, o peixe ou o marisco.

A reidratação é um passo importante na cura da cólera – e os hospitais precisam de água potável.

“Para já, temos tido água. Mas precisamos de mais água potável para podermos reduzir o número de casos de cólera”, explica Pierre Louis, que trabalha no hospital local.

Esta nova ameaça junta-se à destruição que atingiu a ilha e priva os haitianos de habitação mas também de meios de subsistência.

“Sou pescador. Neste bairro só há pescadores e vendedores. Perdemos tudo, não temos nada. As casas não foram construídas segundo as normas e foi por isso que reuíram. Não temos nada nem nenhum sítio para onde ir”, lamenta-se Eval Morris.

O furação Matthew, que provocou cerca de 1000 mortos, destruiu casas mas também infraestruturas. As autoridades tentam, agora, reparar o mais rapidamente possível as estações de tratamento da água, para evitar a propagação da cólera.

Entretanto, a ajuda alimentar começar a chegar à ilha. Ontem, os primeiros helicópteros aterraram em Jérémie, carregados de óleo alimentar e de arroz.

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