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Colombia: Negociações de paz com o ELN agendadas para 27 de outubro

A fase pública das negociações decorrerá no Equador. As negociações entre as autoridades colombianas e o ELN começaram em janeiro de 2014, de forma secreta

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Colombia: Negociações de paz com o ELN agendadas para 27 de outubro

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O presidente colombiano está cada vez mais empenhado em pacificar o país. Desta vez, Juan Manuel Santos cimentou o caminho para um acordo de paz com o Exército de Libertação Nacional, o segundo grupo guerrilheiro do país.

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"Para que isto aconteça, foi essencial que se tenha iniciado o processo de libertação, de forma a que não haja, nunca mais, reféns do ELN na Colômbia."

Juan Manuel Santos Presidente da Colômbia

A decisão de abrir negociações formais com o ELN foi tomada em Caracas, na Venezuela.

“No próximo dia 27 de outubro começará, no Equador, a fase pública das negociações com o ELN, sobre a agenda que se deu a conhecer no passado 30 de março”, anunciou Juan Manuel Santos. O presidente colombiano continuou: “Para que isto aconteça, foi essencial que se tenha iniciado o processo de libertação, de forma a que não haja, nunca mais, reféns do ELN na Colômbia.”

De facto, o grupo guerrilheiro libertou, esta segunda-feira, em Arauca, um terceiro refém, Nelson Alarcon, um produtor de arroz capturado há três meses e que foi entregue à Cruz Vermelha.

Embora se desconheça o número exato de reféns ainda em poder do grupo, fundado em 1964 por influência da revolução cubana, o ELN prometeu libertar mais duas pessoas nos próximos dias.

As negociações entre as autoridades colombianas e o ELN começaram em janeiro de 2014, de forma secreta, eventualmente encorajadas pelo diálogo público que, desde novembro de 2012, era levado a cabo em Havana, Cuba, com as FARC, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

Juan Manuel Santos assinou, em julho, um acordo de paz com as FARC.

Um ato rejeitado em referendo pelo povo colombiano, mas que valeu a Santos o prémio Nobel da Paz – e o incentiva a continuar a tentar pôr fim a um clima de guerra que dura há mais de 50 anos, no país, onde fez mais de 260 mil mortos e 45 mil desaparecidos e provocou 6,9 milhões de deslocados.