Netanyahu diz que resoluções da UNESCO são "delirantes"

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De  Rodrigo Barbosa  com AFP / Lusa
Netanyahu diz que resoluções da UNESCO são "delirantes"

<p>Israel e os Estados Unidos aliados condenaram dois projetos de resolução sobre a “Palestina ocupada“adotados esta quinta-feira por um comité da <span class="caps">UNESCO</span> e que serão votados na próxima terça-feira pelo conselho executivo do organismo.</p> <p>Os textos, que visam “salvaguardar o património cultural palestiniano e o caráter distinto de Jerusalém-Leste”, referem-se ao Estado hebraico como “potência ocupante”.</p> <p>O primeiro-ministro israelita afirma que “o teatro do absurdo na <span class="caps">UNESCO</span> continua, com uma decisão delirante que diz que o povo de Israel não tem ligações com o Monte do Tempo e o Muro das Lamentações”.</p> <p>Mas, ao contrário de outra resolução adotada em abril, os textos apresentados por vários países árabes sublinham “a importância da Cidade Velha de Jerusalém” para as diferentes confissões.</p> <p>Mounir Anastas, delegado palestiniano na <span class="caps">UNESCO</span>, diz que “Israel acusa os palestinianos e o grupo árabe de negarem a importância histórica de Jerusalém para o povo judeu, mas se lermos o terceiro parágrafo da decisão, vemos que começa com o reconhecimento da importância histórica para as três religiões monoteístas”.</p> <p>O estatuto de Jerusalém é um dos grandes “bloqueios” ao diálogo israelo-palestiniano. A adesão da Palestina à <span class="caps">UNESCO</span> em 2011 tinha levado Israel e Estados Unidos a interromper as contribuições financeiras ao organismo.</p>