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ExoMars: Schiaparelli começa descida para o planeta vermelho


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ExoMars: Schiaparelli começa descida para o planeta vermelho

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ExoMars é um projeto conjunto entre a Agência Espacial Europeia e a congénere russa Roscosmos.

A missão pretende perceber porque existe metano no planeta vermelho e testar tecnologias para futuras missões.

A sonda Trace Gas Orbiter e o módulo de aterragem Schiaparelli foram lançados dia 14 de março e estão agora próximos de Marte. O posicionamento da Terra e de Marte permitiu reduzir a viagem em sete meses.

De acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA), a aterragem está prevista para esta quarta-feira, dia 19 de outubro.

Nesse dia, o Schiaparelli deverá entrar na atmosfera de Marte, descer e pousar na superfície, num espaço de seis minutos.

Os dados recolhidos durante esse curto período devem testar e determinar que tecnologias são necessárias para aterrar em segurança um veículo todo o terreno na superfície do planeta.

“Separámos o módulo atempadamente para que a precisão de aterragem seja boa e para ter tempo para reorientar a Trace Gas Obiter (TGO). Aumentar a sua altitude para que não embata em Marte. A TGO encontra-se numa rota de colisão até ao momento da separação para poder levar a Schiaparelli até ao solo”, explicou Michel Denis, diretor de Operações de Voo da ExoMars.

O local de aterragem do Schiaparelli situa-se perto do equador marciano e tem cerca de 100 quilómetros de comprimento e 15 quilómetros de largura. Trata-se de uma zona relativamente plana, estudada e conhecida pelos cientistas.
O módulo terá uma proteção contra as altas temperaturas, um paraquedas e sistemas de propulsão para desacelerar durante a descida até à superfície rochosa marciana.

Esta experiência irá testar tecnologia que será usada na missão ExoMars Rover da ESA em 2020. Serve também para testar o local de aterragem e procurar vestígios de gases, como o metano, na atmosfera marciana.

A TGO irá ser inserida numa órbita elíptica à volta do planeta, com o objetivo de observar a atmosfera usando para isso uma matriz de instrumentos científicos. Vai demorar cerca de um ano até chegar à sua órbita definitiva. Esta será circular e estará a 400 quilómetros de altitude da superfície marciana.

“Com a ExoMars, a ESA vai usar pela primeira vez um método designado aero-braking (travagem aérea) numa nave espacial em órbita em torno de Marte. O objetivo é diminuir essa órbita, ficando a planar na atmosfera e aproveitar a densidade atmosférica para desacelerar, em vez de usar motoros a combustível”, explicou o engenheiro de operações da ExoMars, Johannes Bauer.

Em dezembro de 2014, o Rover Curiosity da NASA detetou picos de metano na atmosfera do planeta vermelho. O que sugere que exista algo a produzir esse gás.

O Rover Curiosity recolheu imagens a cor de Marte durante uma visita à região de Murray Buttes, onde se situa o Sharp, um monte feito de rochas sedimentares que se elevam no meio da cratera de Gale.

O Schiaparelli vai fornecer a tecnologia necessária para a aterragem na superfície de Marte, com uma velocidade e orientação controladas. As possibilidades científicas são limitadas devido à duração, espaço e recursos espaciais do módulo. Não obstante, os testes que se vão realizar nesse espaço de tempo são importantes.

A TGO vai ser usada para transmitir informação para a Terra em missões atuais e futuras da ESA, incluindo para retransmitir mensagens do ExoMars Rover, em 2020.

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