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O descontentamento dos polícias franceses


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O descontentamento dos polícias franceses

Foi uma manifestação espontânea que surpreendeu tudo e todos: cerca de 500 polícias desfilaram, na noite de segunda para terça-feira, nos Campos Elísios, em Paris.

Contra todas as regras, os polícias franceses fizeram um desfile de protesto pela mais famosa avenida do mundo.

O movimento começa a alastrar-se. Na noite de terça para quarta-feira foi a vez de Marselha: uma centena de polícias manifestou-se no Vieux Port daquela cidade portuária.

Em Nice, 80 policias, maioritariamente fardados, reuniram-se, terça-feira, na Praça Masséna.

O protesto dos polícias, a cerca de 6 meses das eleições presidenciais, não é publicidade positiva para o governo socialista, cujo ministro do Interior aceitou receber os sindicatos policiais.

Mas, afinal, protestam contra o quê, os polícias franceses?

A gota de água foi o ataque, de 8 de outubro, com “cocktails molotov”, em Viry-Châtillon, no departamento de Essone. Resultado: quatro polícias feridos, dois dos quais com gravidade.

Queixam-se da existência de zona de “não direito”, nas quais a entrada das forças da ordem é feita por conta e risco desses mesms agentes.

Os polícias querem uma resposta penal às agressões e à violência de que são regularmente alvo. Exigem, igualmente, um reforço dos meios no terreno.

Sindicatos de polícia, como o Unité-Police SGP-FO, apelam a uma manifestação silenciosa no próximo dia 26.

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