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Bombardier despede por todo o Mundo e em Portugal também


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Bombardier despede por todo o Mundo e em Portugal também

Portugal não faz parte da reestruturação mundial anunciada esta sexta-feira pela Bombardier, a empresa canadiana fabricante de material ferroviário e de aeronaves, mas a representação portuguesa da companhia tem também em curso um despedimento coletivo.

Ao jornal de Negócios, a Bombardier Portugal confirmou o novo despedimento coletivo, fruto da atual restruturação da empresa.

O responsável dos Recursos Humanos em Portugal lembrou já ter ocorrido um despedimento coletivo no ano passado, o qual levou à saída de 20 trabalhadores. Sem revelar o número de pessoas afetados este ano, o porta-voz explicou que a empresa está a tentar relocalizar alguns dos trabalhadores dentro do grupo, nomeadamente noutros países, caso tenham interesse.

O Negócios lembra que um dos grandes clientes da Bombardier em Portugal era o Metro do Porto, mas o contrato de manutenção terminou no final de 2014 e a EMEF foi a escolhido para dar assistência a companhia de transportes da Invicta por dois anos a troco de 11 milhões de euros.

A perda do cliente para a EMEF, levou a casa-mãe canadiana a apresentar uma queixa à Comissão Europeia denunciando ajudas do Estado àquela empresa avaliadas em 90 milhões de euros, o que, alegou, viola as regras europeias. Bruxelas anunciou a abertura de uma investigação.

Apesar da restruturação em curso, a Bombardier Portugal garante continuar à procura de novos contratos e a concorrer a novos projetos.

O despedimento mundial da Bombardier

A Bombardier anunciou esta sexta-feira uma nova vaga de despedimentos, na qual prevê a saída de 7.500 trabalhadores em todo o mundo nos próximos dois anos. Em comunicado, o grupo canadiano explicou que as medidas de reestruturação preveem alcançar uma poupança de 229 milhões de dólares até ao final de 2018.

“As medidas anunciadas permitirão à empresa ter a estrutura de custos e o número de trabalhadores adequado para competir e ganhar no futuro”, afirmou o presidente executivo da Bombardier, Alain Bellemare.

“Depois da redução feita com êxito no ano passado, o enfoque mudou para criar o caminho para o crescimento dos ganhos e geração de liquidez”, acrescentou.

Cerca de 2.000 dos postos de trabalho serão eliminados nas operações da Bombardier no Canadá, enquanto os restantes despedimentos se farão no resto do mundo.

Por setores, a maioria dos despedimentos (5.000) ocorrerão no Transporte, área que é dedicada à produção de material ferroviário, enquanto os restantes afetarão as unidades de produção de aviões.

A Bombardier emprega 70.600 trabalhadores em todo o mundo.

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