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Futuro do Reino Unido na OMC afetado pelo "Brexit"

Presidente da Organização Mundial de Comércio alertou em Oslo que os termos do "divórcio" entre Londres e Bruxelas pode prejudicar posição britânica.

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Futuro do Reino Unido na OMC afetado pelo "Brexit"

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O futuro do Reino Unido como membro da Organização Mundial de Comércio (OMC) vai depender, e muito, da forma como irá deixar a União Europeia. Isto, confiando que o “Brexit” vai mesmo para a frente.

Durante um seminário em Oslo, na Noruega, o brasileiro Roberto Azevedo, presidente da OMC, perspetivou que, se a separação for pouco amigável para os britânicos — o chamado “hard bexit” — o Reino Unido deixa de estar incluído nos acordos do bloco europeu e fica nas mãos dos restantes membros da organização, que poderão querer acertar novos negócios, seja em termos de tarifas aduaneiras, quotas ou outro género de acordos.

Este poderá vir a revelar-se um argumento de peso se e quando o parlamento britânico for convocado a votar o “Brexit”. A saída da União Europeia foi decidido a 23 de junho num controverso referendo popular não vinculativo pela lei, mas o qual o então primeiro-ministro David Cameron prometeu respeitar.

Com a vitória do “sim” ao divórcio com Bruxelas, Cameron — um defensor da permanência — saiu de cena e entregou, de forma interina, as chaves do número 10 de Downing Street a Theresa May — apologista da saída.

Com a Escócia também já em movimentações para realizar o seu próprio referendo à continuidade sob a Rainha Isabel II ou a independência para tentar manter-se no bloco europeu, o processo não parece, contudo, ainda fechado. Pela Constituição britânica, o parlamento deve ser ouvido sobre a ativação do chamado Artigo 50 do Tratado de Lisboa.

Até final de março, a primeira-ministra britânica antevê dar ativar o processo de saída da União Europeia e depois iniciar de forma oficial a negociação dos termos do divórcio. As duas fações mantêm o braço de ferro de argumentos e, como se costuma dizer em Portugal: “Até ao lavar dos cestos… é vindima.”