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Como Marrocos protege a sua costa

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De  Euronews
Como Marrocos protege a sua costa

<p><strong>A escalada da temperatura, a subida do nível da água do mar, a acidificação dos oceanos – são</strong> <a href="http://www.dw.com/pt-br/aumento-de-co2-nos-oceanos-eleva-n%C3%ADvel-de-acidez-e-amea%C3%A7a-vida-marinha/a-17268912">fenómenos recorrentes</a> <strong>quando se fala em alterações climáticas. Marrocos, o país que acolhe a COP22, está a implementar uma série de medidas para proteger as zonas costeiras, entre as quais a chamada “Cintura Azul”, uma iniciativa centrada na pesca.</strong></p> <p>O <a href="http://www.leseco.ma/economie/48561-cop-22-la-ceinture-bleue-met-le-paquet-sur-la-peche-et-l-aquaculture.html">conceito subjacente</a> é o de incentivar uma atividade piscatória cada vez mais sustentável, provocando o mínimo de desperdício e estimulando uma renovação constante dos recursos marinhos. A iniciativa surge na sequência da estratégia intitulada <a href="http://www.fao.org/zhc/detail-events/fr/c/234291/">Crescimento Azul</a>, promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (<span class="caps">FAO</span>). Primeiro, há que otimizar o consumo energético dos barcos.</p> <p><em>“Marrocos dispõe de um sistema de localização por satélite de barcos de pesca chamado <span class="caps">VMS</span>. Todos os barcos marroquinos integram este sistema. É uma boa ferramenta de gestão. Podemos acompanhar o trajeto de cada embarcação, saber a distância percorrida, a posição exata, a hora a que saiu do porto e a hora a que regressou”</em>, explica-nos Abdelkrim Foutat, presidente da Associação de Armadores de Marrocos.</p> <p>Para acompanhar a evolução das espécies marinhas desta área, o Instituto Nacional de Investigação Oceanográfica criou uma boia de observação. O diretor deste instituto, Abdelmalek Faraj, sublinha que estão a reforçar <em>“o sistema de observação desta zona costeira. Começámos por instalar uma boia de observação ao largo de Dakhla, e posteriormente pretendemos implementar, juntamente com outros países parceiros, toda uma rede na região do noroeste africano”.</em></p> <p>Outra das prioridades assenta no desenvolvimento de aquaculturas, de forma a limitar a <a href="http://visao.sapo.pt/ambiente/biodiversidade/2016-07-31-Mar-sob-pressao-excesso-de-pesca-escassez-de-peixe">pesca excessiva</a> em mar aberto. Segundo Faraj, <em>“o objetivo é incrementar a aquacultura. O potencial de desenvolvimento deste setor é muito grande: a atividade piscatória é a que mais tem crescido nos últimos anos. Mas a ideia é criar condições para um desenvolvimento sustentável. Queremos avançar com a cultura de algas também. Há vários projetos experimentais aqui em Marrocos. Hoje em dia, temos macroalgas nesta zona”.</em></p>