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A Espanha de novo sob a batuta de Rajoy


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A Espanha de novo sob a batuta de Rajoy

Mariano Rajoy chegou ao governo espanhol em 2011. Após a vitória nas legislativas, o líder conservador prometeu pôr fim à crise económica, pedindo o apoio aos eleitores, mas avisando que os tempos futuros seriam difíceis.

As medidas de austeridade não tardaram. Era preciso travar uma taxa de desemprego que chegava aos 21.3% no primeiro trimestre do ano.

“Precisamos de dinheiro. Emprestaram-nos dinheiro e vamos devolvê-lo. Isso é absolutamente necessário para recuperar as entidades financeiras, para que haja crédito em Espanha e que os investidores possam fazer o que sabem fazer que é investir e criar empregos”, afirmava.

Para além da economia, Mariano Rajoy passou por dificuldades quando, em 2013, a imprensa publicou documentos em que alegadamente se provava o seu envolvimento num financiamento ilegal dentro do PP. Negou sempre.

“ É falso! Nunca, e repito, nunca, recebi nem reparti dinheiro ilícito neste partido nem em sitio nenhum”.

Mas o PP, envolvido em diversos processos de corrupção, foi sancionado pelos eleitores em dezembro de 2015 e perdeu a maioria absoluta na câmara dos deputados. Mariano Rajoy – que venceu, sem maioria, a eleição – não quis assumir a constituição do governo. Um facto inédito na democracia espanhola que abriu a porta a uma longa crise política

Pedro Sánchez, o chefe da oposição, tenta ele próprio formar governo, mas não consegue alcançar as alianças parlamentares necessárias.

O bloqueio persiste obrigando os espanhóis a voltarem às urnas seis meses depois. A situação não se altera. O PP continua sem aliados para governar.

A última tentativa no parlamento tinha sido em setembro. Rajoy precisava de apenas 11 abstenções e não as conseguiu.

O percurso político deste chefe de governo conservador não tem sido fácil e complicou-se mais quando negou categoricamente o referendo de autoderteminação da Catalunha decidindo que o assunto não era de natureza política e que são os tribunais que o devem tratar.

“Não vai haver independência da Catalunha e também quero dizer que a Catalunha não vai sair da Europa, que é o que está a ser proposto aos cidadãos da Catalunha”, defendeu convictamente.

O impasse político foi ultrapassado mas Mariano Rajoy não tem tempo para celebrar. A primeira prova de fogo é negociar rapidamente um orçamento de Estado que estabilize a economia e que cumpra as metas do défice que Bruxelas impõe a Madrid, 3,1% em 2017.

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