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Economia do Reino Unido abranda após referendo do "Brexit" mas ainda cresce


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Economia do Reino Unido abranda após referendo do "Brexit" mas ainda cresce

Os primeiros três meses após o “Brexit” terão registado um abrandamento económico do Reino Unido, mas ainda assim com um crescimento acima das expectativas fixadas entre 0,2 e 0,3 por cento.

De acordo com a estimativa oficial do gabinete de estatístas (ONS) ao serviço da Rainha, o Produto Interno Bruto (PIB) britânico terá crescido meio ponto percentual, recuando apenas 0,2 por cento face aos resultados (0,7) do trimestre anterior.

A estimativa de crescimento terá sido impulsionada neste terceiro trimestre de 2016 pelo setor dos serviços. Por exemplo, a atividade de produção de cinema e televisão, incluindo bilhetes de cinema, aumentou 16,4 por cento e foi responsável pelo crescimento de 0,1 por cento do PIB.

A pesar na economia britânica esteve, por outro lado, a queda nos setores da construção (-1,4 por cento), da agricultura (-0,7 por cento) e da produção (-0,4 por cento).

Perante este progresso económico acima das expectativas, o ministro britânico das Finanças salientou a força do reino. Pelas redes sociais da internet, Phillip Hammond considerou a economia resiliente e em boa posição para conseguir um bom acordo de saída da União Europeia.

A estimativa do PIB acima do esperado animou a bolsa. A libra registava uma ténue valorização face ao dólar pelo final da manhã, mas alguns analistas alertam, contudo, para o facto de esta estimativa não ter nada a ver com o “Brexit”.

Esse impacto — garantem os mesmos analistas — será sentido apenas quando o governo de Theresa May acionar o artigo 50 do Tratado de Lisboa, o que está previsto acontecer até final de março do próximo ano.

O crescimento económico britânico — que em 2014 foi de 2,8 por cento — deverá continuar, assim, em queda. O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê para este ano um crescimento do PIB britânico de 1,8 por cento, com um recuo considerável no próximo ano, para um 1,1, então, estima-se, já com o “Brexit” em curso de negociação.

A previsão do FMI é reforçada pela da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE), a qual antevê apenas crescimento de um por cento no Reino Unido em 2017.

Na próxima semana, o regulador financeiro britânico, mais pessimista, reúne-se e esta estimativa oficial do ONS irá ter peso nas decisões a tomar. O Banco de Inglaterra previa um crescimento de apenas 0,2 por cento no terceiro trimestre deste ano (o primeiro pós-“Brexit”) e o Governador Mark Carney chegou a deixar no ar uma eventual redução da taxa de juro de referência para a banca britânica — já em mínimos históricos de 0,25 por cento.

A estimativa positiva poderá, no entanto, levar o Banco de Inglaterra a manter inalterada a taxa de juro de referência, mas o tempo continua a correr e 2017 está já ao virar da esquina. Assim como o “Brexit”.

O governo de Theresa May recebeu ainda outra boa notícia para a economia britânica esta quinta-feira.

A Nissan revelou os planos de iniciar na fábrica de Sunderland, no Reino Unido, a produção de um novo modelo automóvel da gama Qashqai. Os planos estão suportados na garantia do Governo de que o Reino Unido continuará a ser um território competitivo. Mas alguns britânicos começam já a questionar que garantias são estas e o que poderão vir a custar ao Tesouro do reino.

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