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Caça à baleia: tudo na mesma após reunião da convenção internacional


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Caça à baleia: tudo na mesma após reunião da convenção internacional

A reunião da Convenção Internacional para a Regulação da Atividade Baleeira terminou sem grandes resultados.

É mais uma tentativa falhada de criação de santuários marinhos que protejam estes cetáceos.

Reunidos na Eslovénia, os países membros da convenção não conseguiram aprovar nenhuma das várias propostas apresentadas por diversos grupos de países. A única decisão aprovada foi a instauração de uma avaliação mais estrita dos programas de caça à baleia do Japão que continuam a existir sob o argumento da investigação científica.

Nicolas Entrup, consultor da Oceancare está dubitativo:
“A questão é saber se este novo grupo de trabalho vai trazer qualquer mudança – e, claro, a Comissão Baleeira Internacional não possui meios, não há nenhum mecanismo de cumprimento, não há possibilidade de sancionar um país. Assenta tudo na boa vontade. E eu duvido que o Japão esteja pronto a colaborar. No entanto, a comunidade internacional fez uma declaração muito clara – “Queremos ter um processo independente”.

O Japão é o único país a utlizar uma derrogação à moratória internacional de 1986, que lhe permite sob o pretexto de investigação científica continuar a caça às baleias.

Tóquio tem-se mantido intransigente em todas as negociações. Os números falm por si:

Desde 1986, foram mortas em nome da ciência 16.235 baleias;
para fins comerciais, 24.381 e no quadro da permissão às populações autótones foram abatidos 10. 139 destes mamíferos.

Uma decisão do Tribunal Internacional de Justiça tinha obrigado o Japão a renunciar à época da caça de 2014-2015, mas a decisão era temporária e, desde março de 2015, já foram mortas mais 333 baleias.

O Japão não é caso único. O país que mais baleias abate é a Noruega, que só em 2014 matou 736, seguido da Islândia com 161.
Os dois países continuam a praticar a caça comercial explorando as falhas jurídicas da moratória de 1986. Há outros, como o Canadá, a Rússia ou a Dinamarca que autorizam caça de subsistência para as populações autótones.

O caso do Japão é o mais gritante. Cientistas e defensores do ambiente têm dificuldade em acreditar que a investigação cientifica justifique a morte de centenas de baleias todos os anos.

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