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Itália tenta dar resposta aos desalojados dos sismos


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Itália tenta dar resposta aos desalojados dos sismos

Não há água, eletricidade e em muitos casos falta um teto, em abundância existe medo.

A Itália luta contra o tempo para dar assistência a pelo menos 25 mil pessoas, desalojads pelos últimos sismos que abalaram o país.

O número é avançado pela proteção civil, mas as autoridades temem que os desalojados possam chegar aos 100 mil.

O sismo mais recente, 6,6 na escala de Richter teve epicentro em Norcia.

Muita gente não sabe o que fazer.

“Não nos deram tendas, não nos deram casas, não nos deram rulotes. Para casas temporárias temos que esperar até à primavera. Não percebo onde vamos dormir este inverno se não nos disponibilizarem rulotes, tendas ou um algo alternativo”, diz um homem.

Outro afirma terem que “encontrar abrigo nalgum lado, não podemos ficar nos nossos carros ou em tendas, olhe para este tempo – não é o melhor momento. Como, costumamos dizer, ou comemos esta sopa ou nos atiramos da janela. Não há alternativa”.

O presidente da Câmara de Norcia, uma das zonas mais afetadas, explica o que foi feito até agora.

“Na última manhã tínhamos 853 pessoas em acomodação independente e 275 pessoas em hotéis. Não sabemos quantas pessoas com acomodação independente deixaram a cidade claro que o novo tremor de terra mudou o cenário porque muitas pessoas foram adicionadas à lista”, explica Nicola Alemanno.

O sismo deste domingo foi considerado o mais violento desde os anos 80 a afetar a Itália.

O lado menos mau é que não há registo de mortos, já que muita gente tinha sido retirada dos edifícios em risco depois dos abalos anteriores, incluindo o mortífero sismo de Amatrice em agosto.

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