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Ucrânia: Pressionados pelo FMI, políticos publicam declarações de rendimentos e bens


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Ucrânia: Pressionados pelo FMI, políticos publicam declarações de rendimentos e bens

Os ucranianos estão chocados com os elevados rendimentos e bens declarados pelos funcionários e dirigentes políticos.

A publicação online das declarações de rendimentos e bens era uma das condições exigidas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para continuar a apoiar o programa económico da Ucrânia.

“Antes não eram obrigados a declarar os valores em espécie, não declaravam relógios, carros e propriedades – agora têm de declarar tudo isto. Isto pode ser uma nova revolução na Ucrânia”, explicou Olexandra Ustinova, do organismo público de controlo anti-corrupção.

O Presidente ucraniano Petro Poroshenko, proprietário de mais de uma centena de empresas na Ucrânia e no estrangeiro, casas, terras, carros, pinturas e joias, já disse que todos os seus bens e propriedades foram adquiridos antes de assumir a Presidência.

Alguns declararam guardar em casa milhões de dólares em dinheiro, há também quem declare ter emprestado milhões a amigos, tudo informações impossíveis de verificar, que podem deixar mãos livres ao branqueamento de dinheiro. Ao mesmo tempo que escandalizam uma nação onde a média dos salários ronda os 200 euros.

Para o diretor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na Ucrânia, Jan Thomas Hiemstra, algumas declarações podem vir a ser alvo de investigações:

“A Ucrânia decidiu fazer este passo importante, o que pode justificar investigações ou a abertura de processos. Porém, caberá às autoridades ucranianas decidir quais as ações a empreender. Acredito que a comunidade internacional e as Nações Unidas apoiarão a Ucrânia nos próximos passos”, disse Hiemstra.

Terminava no domingo o prazo para lançamento das declarações na base pública online, com informação sobre os rendimentos que os funcionários e dirigentes políticos detêm em seu nome ou dos familiares.

Estava previsto que o sistema estivesse em funcionamento a partir de 15 de agosto, mas só foi disponibilizado a 1 de setembro. O FMI, que suspendera durante mais de um ano o programa de ajuda económica à Ucrânia, informou no dia 15 de setembro que este será retomado, aprovando a transferência de mil milhões de dólares (que somam um total de mais de 7,6 mil milhões de dólares).

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