Última hora

Em leitura:

Eleições norte-americanas: A visão feminina


EUA

Eleições norte-americanas: A visão feminina

Pela primeira vez, os Estados Unidos têm a oportunidade de eleger uma mulher para o cargo da Presidência. Hillary Clinton é um rosto familiar para os norte-americanos. É encarada com sendo algo distante e ambiciosa. Personificando o sistema de Washington, com todos os seus escândalos, é a segunda candidata mais impopular de sempre – logo após Donald Trump.

Segundo Jennifer Lawless, diretora do Instituto da Mulher e Política, na Universidade Americana em Washington: “Ela é uma figura de extremos. Há democratas que estão absolutamente encantados e adoram a ideia de a ver como Presidente. E existem outros republicanos que não conseguem pensar num pior candidato. Assim sendo, creio que algum do entusiasmo que, normalmente, faria história está a ser atenuado pelo fato dela ser uma figura tão controversa.”

A diferença de géneros tornou-se um elemento fundamental nas eleições norte-americanas, juntamente com o aumento do número de mulheres a votar – e mais propensas a votar em candidatos democratas.

A popularidade do republicano, Donald Trump, entre o eleitorado feminino é baixa. Algo que joga a favor de Clinton. Como diz Vanessa Williams, repórter do Washington Post: “Creio que ele precisa de combater a narrativa de ser machista. É um facto que os comentários foram feitos – os comentários que fez sobre as mulheres, num passado recente. A verdade é que não foi muito específico sobre o que faria em relação às questões importantes para as mulheres”.

As mulheres preocupam-se com a economia, com o sistema de saúde ou o direito ao aborto. Assim como com questões sociais e familiares associadas a um sentido de justiça – porque os salários das mulheres ainda são mais baixos.

“A razão pela qual as mulheres não estão muito entusiasmadas em relação à primeira mulher presidente é: a própria Hillary Clinton. Para muitos ela representa o passado, não o futuro. No entanto, para a maioria das mulheres, Clinton é uma melhor escolha comparativamente a Donald Trump”, conclui o correspondente da euronews, em Washington, Stefan Grobe.