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Human Rights Watch: "140 caractéres" pela liberdade de expressão no Golfo Pérsico

A Human Rights Watch acaba de lançar uma plataforma digital para denunciar o controlo das redes sociais imposto pelos países do Golfo Pérsico.

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Human Rights Watch: "140 caractéres" pela liberdade de expressão no Golfo Pérsico

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A Human Rights Watch acaba de lançar uma plataforma digital para denunciar o controlo das redes sociais imposto pelos países do Golfo Pérsico. Com o título 140 caractéres , a organização revela o nome de 140 ativistas dos direitos humanos e dissidentes reconhecidos que foram silenciados pelas autoridades desses Estados.

Numa referência ao limite de 140 caracteres imposto pela rede social Twitter, esta página contem dados sobre ativistas da Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Oman e Qatar. Para além das fotografias, são descritas as formas de luta e as represálias que sofreram por parte das autoridades de cada país. Os Estados são acusados de detenções arbitrárias, julgamentos sumários e perseguições.

A Human Rights Watch garante que estes são apenas alguns dos nomes conhecidos e que existem muitos mais, vítimas da censura de Estados considerados autoritários. A organização diz que estão em causa direitos fundamentais como a liberdade de expressão.

Twitter, Facebook, WhatsApp, YouTube são algumas das redes que nesses países estão totalmente controladas para evitar qualquer manifestação anti-regimes.

«Os Estados do Golfo lançaram uma ofensiva sistemática e bem financiada contra a liberdade de expressão de forma a controlar o impacto potencial das redes sociais e da tecnologia da internet» declarou Sarah Leah Whitson, diretora do departamento do Médio Oriente da Human Rights Watch, a vários meios de comunicação. «Em vez de prenderem os dissidentes que se exprimem passificamente nas redes sociais, os governo do Golfo deveriam alargar as formas de debate entre os membros da sociedade e efetuar reformas necessárias, tal como reclamam muitos desses ativistas»

Recorde-se que as redes sociais desempenharam um importante papel na preparação e organização das manifestações durante a chamada Primavera Árabe em 2011.