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Turquia: Detidos dirigentes e vários membros do partido secularista pró-curdo HDP


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Turquia: Detidos dirigentes e vários membros do partido secularista pró-curdo HDP

Com agências e meios locais. Em atualização

A imprensa turca diz que a polícia deteve os dois líderes do HDP ou Partido Democrático dos Povos, força política secularista, de esquerda e que defende os direitos da minoria curda.

O HDP conta com 59 lugares dos 550 existentes na Grande Assembleia Nacional da Turquia, (Türkiye Büyük Millet Meclisi) o parlamento de Ancara.

Existem ainda informações sobre a detenção de mais membros do partido.

Segundo a agência Reuters, mais de 10 pessoas foram detidas, todas elas relacionadas com o HDP. A estatal turca Anadolou publicou uma lista com os nomes dos detidos.


Figen Yüksekdag, uma das líderes do partido, terá sido detida em sua casa, na capital, Ancara.

Selahattin Dermitaş, também presidente do HDP, terá sido detido pouco tempo depois, na cidade de Diarbaquir.

Diarbaquir fica situada no sudeste da Turquia, zona predominantemente curda.

Na conta da rede social Twitter, o HDP disse que a sua sede foi alvo de buscas da polícia.


Nas eleições de junho de 2015, o HDP acabou com a maioria no parlamento do AKP ou Partido da Justiça e do Desenvolvimento, do presidente conservador Recep Tayyip Erdoğan.

Um ano e um mês depois, a Turquia sofria uma tentativa de golpe de Estado militar.

O Executivo acusou então o clérigo Fethullah Gülen, atualmente exilado nos Estados Unidos, de ser um dos principais instigadores do golpe e procedeu a uma limpeza no sistema de justiça, de segurança, de ensino e administrativo turcos.

Milhares de pessoas foram despedidas e alvo de processos judiciais, algo muito criticado pela União Europeia e Estados Unidos e descrito como uma purga por grande parte dos meios de comunicação Ocidentais.

Para além da oposição, muitas são as vozes críticas com a chamada purga de Erdoğan.

Uma delas é o jornalista Can Dundarn, um dos três finalistas do Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento 2016, que foi atribuído aos ativistas da minoria Yazidi.

Em entrevista à Euronews, Dundarn referiu-se à Turquia como uma prisão para jornalistas.

Dundarn foi detido depois do jornal que dirigia ter noticiado o alegado contrabando de armas dos serviços de informações da Turquia para rebeldes na Síria.

O jornalista sofreu uma tentativa de assassinato quando se encontrava em liberdade, à espera da decisão de um apelo, e fugiu para o exílio.

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