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Turquia: Manifestações contra detenção de jornalistas em Istambul


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Turquia: Manifestações contra detenção de jornalistas em Istambul

Com Reuters

O Governo turco ordenou a detenção de nove jornalistas de um dos diários mais lidos no país e muito crítico do Executivo, o Cumhuriyet (República, em língua turca).

Os jornalistas, um editor e vários membros da redação, aguardavam julgamento em liberdade, quando foram detidos, na segunda-feira.

A polícia usou gás lacrimogéneo e canhões de água para dispersar cerca de 1000 manifestantes no centro de Istambul, não muito longe da sede do jornal.

A justiça acusa alguns dos jornalistas de crimes cometidos “a favor dos militantes curtdos” e de Fethullah Gulen, o clérigo atualmente exilado nos Estados Unidos e acusado de ter instigado a tentativa de golpe de Estado militar de julho deste ano.


Depois da tentativa de golpe de Estado, as autoridades detiveram e despediram mais de 110 mil pessoas, entre as quais juízes, professores, agentes da polícia e funcionários públicos.

A medida foi definida pelo Ocidente como uma purga, levada a cabo pelo presidente conservador Recep Tayyip Erdoğan.

O obetivo, diz a oposição no parlamento e muitos críticos no estrangeiro, é esmagar qualquer dissidência, incluida a oposição.
Tensões depois da detenção de membros do HDP
Uma bomba explodiu na província de Sirnak este sábado, provocando a morte de duas crianças e ferindo outras quatro.

O poder local acusou de imediato os militantes curdos do PKK, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão, de responsabilidade no atentado.

O Ocidente e a Turquia consideram o PKK como uma organização terrorista.

Na sexta-feira, os dirigentes do Partido Democrático dos Povos ou HDP, de esquerda, secularista e pró-curdo, foram detidos, juntamente com outros membros.

O presidente Erdogan acusa o HDP, a terceira maior força política no parlamento de Ancara, de ligações aos militantes do PKK.

O HDP nega as acusações e diz que procura “uma solução pacífica para o conflito.”


Ataques à liberdade de expressão depois da tentativa de golpe de Estado

Cerca de 170 jornais, revistas, canais de televisão e agências de notícias foram fechados pelo Governo turco depois da tentativa de golpe de Estado militar.

A ordem profissional dos jornalistas turcos diz que mais de 2500 jornalistas ficaram sem emprego.

O antigo editor do jornal Cumuhriyet, Can Dundar, entrevistado pela Euronews:, foi detido no ano passar por publicar segredos de Estado, que incluiriam o apoio turco prestado aos rebeldes na Síria.

Dundar, que procurou exílio no estrangeiro, definiu a Turquia como uma prisão para jornalistas.

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