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#PresidenciaisEUA: Donald Trump, "o Presidente de todos os americanos"


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#PresidenciaisEUA: Donald Trump, "o Presidente de todos os americanos"

  • Estavam 538 votos em disputa em 50 estados e no distrito de Columbia;
  • Eram precisos 270 votos para eleger o sucessor de Barack Obama;
  • Donald Trump surpreendeu nas urnas e vai ser ele o 45.° Presidente dos Estados Unidos;
  • Hillary Clinton telefonou ao republicano, felicitou-o pela vitória e disponibilizou-se para o ajudar a governar.

Donald Trump agradeceu à democrata pelo serviço prestado “por muito tempo” aos Estados Unidos. O Presidente eleito referiu o telefonema recebido da rival, a quem deu os parabéns “por uma campanha muito dura”. “Hillary trabalhou muito, por muito tempo, e devemos-lhe gratidão pelo seu serviço”, disse.

Mais comedido do que durante a campanha, não falou de minorias, de muros nem de conflitos. Preferiu uma mensagem positiva. Prometeu levar os Estados Unidos a “duplicar o crescimento e ter a economia mais forte do mundo”.

“Ao mesmo tempo, vamos dar-nos bem com todas as outras nações que queiram ter uma boa relação connosco”, afirmou, acrescentando que “nenhum sonho é demasiado grande” e que “a América não se contentará com nada menos que o melhor.”

“Embora ponhamos os interesses dos Estados Unidos em primeiro, lidaremos com justiça com todos os povos e países. Vamos procurar os pontos comuns e não a hostilidade, a parceria e não o conflito”, garantiu, prometendo ser “Presidente de todos os americanos”: “isto é muito importante para mim.”

“Agora é tempo de curar as feridas da divisão e de nos juntarmos como um povo unido para reconstruir o país e renovar o sonho americano. Vamos reconstruir as nossas infraestruturas, que se tornarão as melhores do mundo, e vamos pôr milhões dos nossos cidadãos a trabalhar enquanto reconstruímos o país”, prometeu.

A ajudar, Donald Trump contará com maiorias republicanas também no Senado e nas duas câmaras do Congresso. Durante os últimos quatro anos, os democratas contaram com uma minoria no Capitólio e as políticas implementadas por Barack Obama ao longo dos últimos oito anos poderão estar comprometidas.

O acordo para o Programa Nuclear do Irão e o levantamento do embargo a Cuba marcaram este derradeiro ano de mandato de Obama e agora cresce a expectativa sobre o futuro destes diplomas, mas não só.

Por volta das 02h30, em Nova Iorque (07h30, em Lisboa), Donald Trump chegou aos 276 votos, ultrapassando a fasquia dos 270 votos necessários para ser eleito pelo colégio eleitoral. Hillary Clinton andou sempre atrás do republicano e à hora da confirmação da derrota, estava apenas pelos 218 votos conqustados, contra todas as previsões.

Pouco depois, ouviu-se o primeiro discurso do Presidente eleito. Trump surgiu em palco ladeado pela família e num tom que contrastou com a agressividade da campanha. A palavra “rigged” (fraude/ manipulação) e a expressão correio eletrónico, por exemplo, já não se ouviram.

As felicitações europeias

Da Europa, também já seguiram as felicitações de alguns dos principais líderes. Às primeiras horas da manhã, o Presidente de Portugal “enviou uma mensagem de felicitações ao Presidente eleito dos EUA, Donald Trump, desejando-lhe sucesso no exercício das funções que foi chamado a desempenhar pelo povo norte-americano”, lê-se num comunicado na página digital da Presidência da República portuguesa.

Marcelo Rebelo de Sousa fez ainda referência “aos laços de amizade que unem Portugal e os EUA e à significativa comunidade de portugueses e lusodescendentes residentes nos Estados Unidos da América.”

Já esta terça-feira, questionado pelos jornalistas, o chefe de Estado português afirmou:

“Espero que o Presidente eleito pelo voto livre dos norte-americanos dê continuidade a uma grande história e a uma grande democracia.”

O Presidente do Parlamento Europeu também felicitou Donald Trump e disse acreditar que o Presidente eleito terá na Casa Branca um comportamento diferente do adotado na campanha.

“Este é seguramente um momento difícil nas relações entre os Estados unidos e a União europeia, mas o novo Presidente eleito dos EUA merece o total respeito das instituições europeias”, assumiu Martin Shulz, sublinhando os “interesses e responsabilidades comuns” e esperando contar com uma “cooperação aprofundada” para “enfrentar esses desafios em conjunto” à imagem do que sucedeu “até hoje.”

“A UE e os Estados-membros estão certamente prontos a cooperar com o novo Presidente dos Estados Unidos”, concretizou, embora reconhecendo que “não vai ser fácil” pelas ideias de “protecionismo” manifestadas por Trump na campanha e também pelas “palavras preocupantes sobre mulheres e minorias”. “Estou certo de que o Presidente eleito vai ser diferente do Donald Trump da campanha”, concluiu.

Vladimir Putin também enviou as felicitações ao sucessor de Barack Obama. O Presidente da Rússia “expressou esperança” em que um “trabalho conjunto” tire as respetivas relações bilaterais “do estado crítico” em que se encontram e acrescentou que “construir um diálogo construtivo” é do interesse dos dois países e da comunidade internacional, lê-se num comunicado divulgado pelo Kremlin.

Já o Presidente da Bolivia usou as redes socais para fazer ironia sobre a vitória de Donald Trump:

“Saudação @realDonaldTrump Esperamos trabalhar juntos contra o racismo, o sexismo, aqueles que se opõe à imigração, pela soberania de nossos povos”, escreveu Evo Morales na sua conta no ‘Twitter’.

Os Repórteres Sem Fronteiras pediram a Donald Trump que respeite a liberdade de imprensa no seu mandato, por considerarem que, durante a campanha, este teve uma atitude “preocupante” para com os “media”.

A organização não-governamental recordou que o novo presidente norte-americano ameaçou processar jornais que publicaram artigos negativos sobre si e prometeu reformar as leis relacionadas com a prática do crime de difamação.

Já a União das Nações Sul-americanas (Unasur) expressou respeito pelos resultados das eleições nos EUA mas afirmou ficar à espera que Donald Trump aclare a sua posição sobre a América Latina, escreve a agência de notícias espanhola Efe.

A secretaria-geral, sedeada em Quito, no Equador, e através das redes socias afirmou que está aberto “um compasso de espera”, enquanto Trump “fixa e aclara a sua posição”, nomeadamente sobre “os emigrantes, o comércio livre, o processo de paz na Colômbia, a abertura das relações com Cuba, o diálogo na Venezuela e a sua presença militar na região”.

Cuba prepara-se para a guerra

O Governo cubano não reagiu à vitória de Donald Trump mas anunciou, esta terça-feira, a realização de um exercício estratégico, de nome “Bastión 2016”, por todo o país, de 16 e 18 de novembro. O objetivo é preparar “as tropas e a população para enfrentar as diferentes ações do inimigo”. A informação é avançada no jornal oficial do Partido Comunista de Cuba “Granma”, que explica que o exercício pretende “treinar os órgãos de direção e comando das diferentes estruturas responsáveis pela defesa nacional e territorial, a organização do trabalho para preparar o país para a defesa e a preparação das tropas e da população para enfrentar as diferentes ações do inimigo”.

As reações do mundo científico e ambientalista

Foram várias e variadas as reações de vários cientístas à divulgação dos resultados das presidenciais, algumas menos polidas, que não podemos transcrever. Ficam aqui algumas:

Mercados europeus apreensivos

Na Europa, as principais bolsas abriram em baixa, apreensivas pela vitória do candidato do Partido Republicano, Donald Trump, nas eleições presidenciais dos Estados Unidos.

Depois de na segunda-feira ter registado a melhor sessão dos últimos oito meses, com os investidores animados com as sondagens que apontavam para uma vitória de Hillary Clinton, a bolsa de Nova Iorque ainda terminou em alta na terça-feira, antes de serem conhecidos os resultados das eleições.

O amargo sabor da derrota para Clinton

Foi já no dia seguinte à derrota, cerca das 11h40 em Nova Iorque, 16h40 em Lisboa, que Hillary Clinton, falou aos norte-americanos.

A candidata democrata às presidenciais norte-americanas afirmou, visivelmente emocionada, falando pausadamente, que a derrota “é dolorosa”:

“Isto é doloroso e vai ser durante muito tempo, mas a campanha nunca foi sobre uma pessoa, é sobre o país”, afirmou.

Mas pediu aos seus apoiantes para manterem o espírito aberto, “aceitarem os resultados” e darem, a Donald Trump, uma “oportunidade para liderar”.

A candidata, pelos democratas, à Casa Branca, admitiu “não ser este o resultado” por que lutou, mas garantiu sentir “orgulho e gratidão” pela campanha e agradeceu o esforço de todos os seus apoiantes.

Clinton aproveitou o momento para repetir o que tinha dito já a Donald Trump ao telefone, na noite anterior, que está disponível para trabalhar com o novo presidente no que for necessário.

“Nesta campanha, vimos que o país está mais dividido do que pensávamos” – afirmou, frisando a importância de defenderem todos os “valores comuns” como o primado da lei, a igualdade e a não-discriminação.

Uma noite cheia de surpresas e emoção

A euronews fez a cobertura em direto destas presidenciais nos Estados Unidos. Consulte em baixo a evolução do nosso blogue desde que começaram a surgir os primeiros resultados até ao discurso da vitória.

Selecionámos para si algumas das imagens mais marcantes desta noite eleitoral e das várias reações de apoiantes de ambos os candidatos nesta que foi uma das corridas eleitorais mais intensas e controversas da história.

Colégio Eleitoral: Votos confirmados e mapa dos estados

US election voting

Com Nara Madeira

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