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Multiculturalismo em debate na conferência de teatro do Azerbaijão


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Multiculturalismo em debate na conferência de teatro do Azerbaijão

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O Azerbaijão organiza, todos os anos, uma Conferência Internacional sobre Teatro. A quarta edição do evento decorreu, este mês, em Bacu, e reuniu participantes de quarenta países. Os debates giraram em torno do multiculturalismo e da importância das artes no mundo atual.

“No Egito, a vida teatral intensificou-se depois da revolução. Muitos jovens decidiram usar as artes para lutar em prol da liberdade de expressão”, contou a atriz egípcia Maysa Zaky.

O crítico de teatro russo Pavel Rudnev deu uma conferência sobre os migrantes e considerou que é preciso revalorizar o conceito de multiculturalismo.

“Estou em Bacu para dar uma conferência sobre os migrantes. Penso que é um bom tema tendo em conta o que se passa hoje, guerras e refugiados. Penso que há guerras em todo o lado porque a ideia de multiculturalismo morreu. Uma das questões que eu coloco é: o que se passa no espírito de uma pessoa quando ela perde a sua casa? Este é o tema de várias peças de teatro nos antigos territórios soviéticos”, afirmou Pavel Rudnev.

Além das conferências e dos debates, o evento é uma oportunidade para conhecer o trabalho das companhias de teatro do Azerbaijão. Este ano, os participantes assistiram a uma encenação de Sonho de uma noite de verão de Shaskpeare.

“A base do multiculturalismo é a liberdade. Para mim, a liberdade significa poder viajar e trabalhar no Cazaquistão, em França, no Azerbaijão, com outros artistas e aprender outras culturas e abordagens teatrais. Por isso, este encontro é muito enriquecedor”, sublinhou Irina Antonova, crítica de teatro, no Cazaquistão.

A Conferência Internacional de Teatro de Bacu decorreu entre 6 e 10 de novembro.

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