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Exército iraquiano aperta cerco a Mossul


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Exército iraquiano aperta cerco a Mossul

Mossul está praticamente cercada, segundo o exército iraquiano. Os militantes do Daesh mobilizam-se para defender a cidade que têm sido o seu bastião no Iraque, mas as forças iraquianas anunciaram este domingo que a cidade está quase nas mãos da coligação.

Isto enquanto a Amnistia Internacional acusa os soldados iraquianos de terem morto e torturado, a Sul de Mossul, civis suspeitos de ligação ao Daesh.

Nas zonas reconquistadas de Mossul, equipas médicas trataram este domingo vários civis feridos. Um deles disse que as milícias do Daesh atacaram os civis quando os soldados iraquianos chegaram à cidade, matando uma pessoa e ferindo várias, incluindo crianças:

“Quando os soldados chegaram, saímos e então os do Estado Islâmico começaram a atacar pessoas. Algumas ficaram feridas. Um dos meus vizinhos morreu atingido por uma bala no estômago. E esta menina foi ferida na perna”, disse Ahmed Mohammed.

Em Hammam al-Alil, a sudeste de Mossul, centenas de iraquianos que regressaram à cidade depois desta ter sido reconquistada ao Daesh, receberam este domingo ajuda humanitária.
Segundo a porta-voz do Gabinete de Direitos Humanos da ONU, Ravina Shamdasani, foi encontrada em Hammam al-Alil uma vala comum com mais de 100 corpos.

Este domingo foi reconquistada a antiga cidade assíria de Nimrud, a cerca de 30 quiómetros a sudueste de Mossul.

Um vídeo publicado na internet pelo Daesh em abril de 2015, mostrava os extremistas sunitas do Estado Islâmico a vandalizar com escavadoras, martelos e explosivos o sítio arqueológico de Nimrud, que data do século XIII a.C.