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Nações Unidas alertam para uso de armas químicas no combate sobre Mossul

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Nações Unidas alertam para uso de armas químicas no combate sobre Mossul

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As Nações Unidas afirmam que o Estado Islâmico está a armazenar amoníaco e enxofre em áreas civis e temem que a intenção seja continuar a lançar ataques químicos enquanto as forças iraquianas, apoiadas pelos meios aéreos americanos, combatem os jihadistas num esforço de os expulsar de Mossul, a maior cidade iraquiana que controlam.

Na cidade de Qayyara, a cerca de 60 quilómetros de Mossul, o último ataque foi há um mês, o quarto desde setembro. Os efeitos e o sofrimento são duradouros. Um residente, Sirhan Awwad, conta: “Depois de o míssil ter caído no pátio, exalava um cheiro forte. Cheirava como um corpo deixado a apodrecer há três ou quatro dias. As forças de segurança vieram no dia seguinte para recuperar o míssil. Pensaram que os químicos dentro dele já não tinham efeito e então usaram as mãos, sem roupa de proteção e não tinham especialistas com eles.”

Em Qaraqosh, ainda mais perto de Mossul, combatentes de uma das três milícias cristãs que defendem a cidade indicam o sítio onde o Daesh tinha uma fábrica de mísseis.

Qaraqosh é a maior cidade cristã da província de Ninevah. Caiu no domínio do Daesh em 2014 e foi retomada pelas forças governamentais iraquianas esta semana.

“Isto é uma ala que pertencia à igreja. O Estado Islâmico usou-a e não fizeram nada à igreja. Não a queimaram por causa da fábrica deles”, mostra Athra Kado, das Unidades de Proteção de Nineveh.

A província de Nineveh acolhe uma grande minoria cristã, muitos dos quais fugiram aos ataques do Daesh há dois anos e meio.

Muitos deles vivem em campos para deslocados no norte curdo do Iraque, enquanto outros migraram rumo a ocidente.